PALAVRAS NO VENTO - Textos lidos no programa Arestas de Vento, 102.2FM ou www.palfm.com http://palavrasnovento.nireblog.com Assim como a maquilhagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso. Tue, 19 Aug 2008 13:52:42 +0000 PALAVRAS NO VENTO - Textos lidos no programa Arestas de Vento, 102.2FM ou www.palfm.com http://nireblog.com/imagenes/logo.png http://palavrasnovento.nireblog.com http://nireblog.com A IRREVERÊNCIA DE SEMPRE EM NOVO HORÁRIO http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/09/a-irreverencia-de-sempre-em-novo-horario http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/09/a-irreverencia-de-sempre-em-novo-horario arestasdevento.png

O PROGRAMA CULTURAL MAIS ANTIGO DA RÁDIO

SÁBADOS, das 17 às 20h.

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www.palfm.com

UM PROGRAMA SEM PANINHOS QUENTES OU PÉZINHOS DE LÃ !

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Sat, 09 Aug 2008 19:49:58 +0000
PEDRO NAMORA ENTREVISTADO NO PROGRAMA DA RÁDIO PAL, ARESTAS DE VENTO http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/05/pedro-namora-entrevistado-no-programa-da-radio-pal-arestas-de-vento http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/05/pedro-namora-entrevistado-no-programa-da-radio-pal-arestas-de-vento


(Pedro Namora com Ricardo Cardoso e Fernando Manuel Pereira)


CHAMAR OS BOIS PELO NOME!


Ainda bem que há pessoas neste nosso tão maltratado rectângulo que têm a coragem de chamar os bois pelo próprio nome e, mais importante ainda, de os pegar de frente, pelos cornos. Portugal sempre foi um País de Homens valentes, afoitos, que não se dobram perante as adversidades, quer as que o destino lhes impõe, quer as que socrateanamente se lhe atravessam pela frente. Digam dele o que disserem, acusem-no de milhentas coisas, ameaçem-no, persigam-no, cortem-lhe o direito ao trabalho, o que é um facto é que não o conseguem calar! Tivemos a prova, se dela precisassemos, no último programa do Arestas de Vento, no passado domingo dia 3, com a magnifica entrevista ao Dr. Pedro Namora, conhecido pela luta que tem desencadeado em defesa dos meninos abusados da Casa Pia, Instituição onde também viveu e se fez homem, soberanamente conduzida pelos experientes radialistas Ricardo Cardoso e Céu Campos, com a preciosa colaboração desse espantoso dinossáurio do teatro que se chama Fernando Guerreiro, actor de invulgares qualidades e méritos.
Pedro Namora, cuja empurrada saída da Câmara de Setúbal não prestigia nada quem a provocou, é um conhecido militante, penso que deste os 15/16 anos, do PCP, o que não o impediu de criticar a actividade política da presidente da Câmara de Setúbal e de, publicamente, se mostrar solidário com a Comissão de Trabalhadores, na recente demanda que a opõe ao Executivo sadino.
Sobre a política nacional da lavra do nosso querido 1º Ministro, actualmente em merecidas férias em local desconhecido, (parece que vos estou a ouvir: "e porque é que ele não fica lá?..."), teceu uma análise política pormenorizada, tendo por base as suas convicções políticas, de forma honesta e digna.
Aconselho os amigos do Arestas de Vento a consultarem o seu blogue,
http://combate.blogspot.com/ . Nada melhor para entenderem um Homem e a sua Luta.
Duas últimas palavras: uma, para agradecer as opiniões e comentários sobre as minhas  despretenciosas crónicas domingueiras, que os ouvintes me têm feito chegar, directamente ou por intermédio do blog
http://arestasdevento.blogs.sapo.pt/; a outra para elogiar a forma exemplar como Ricardo Cardoso, aproveitando uma "entrevista de alto risco" e o previsível aumento de "escutadores", deu conhecimento ao auditório e a outros interessados que o NOSSO programa vai, dentro de algum tempo, sofrer algumas alterações - para melhor!!! Também nestes "pequenos" pormenores se vê o verdadeiro profissionalismo de quem faz rádio com gosto e com saber.


Fernando Manuel Pereira


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Tue, 05 Aug 2008 11:33:22 +0000
AS CRIANÇAS EXIGEM MAIS RESPEITO http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/05/as-criancas-exigem-mais-respeito http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/08/05/as-criancas-exigem-mais-respeito A Casa Pia, instituição beneficente do Estado, de acção social destinada ao acolhimento, educação e integração social de crianças, viu explodir em Novembro de 2002 um escândalo que envolveu e salpicou figuras de grande expressão pública, que vão desde embaixadores a apresentadores televisivos, passando por políticos cujos nomes têm andado nas bocas do povo…
Segundo as denúncias, agora em julgamento, alguns alunos amparados por esta instituição educacional, teriam sofrido abusos sexuais de forma continuada, perante a indiferença e o silêncio cúmplice de responsáveis e de governantes que supostamente temiam a expansão que o escândalo pudesse alcançar, com alguns suspeitos a fazerem a sua defesa na Comunicação Social, alguma dela também acusada de pender para um dos lados…
Uma das pessoas que se tem destacado na denúncia corajosa destes nojentos actos pedófilos e na defesa intransigente das crianças alunas da Casa Pia, tem sido o ex-casapiano Pedro Namora, advogado e funcionário da Câmara Municipal de Setúbal, meses atrás colocado na prateleira, supostamente devido a divergências insanáveis com a actual presidente, Dores Meira.


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Dr. PEDRO NAMORA

Sem papas na língua, luta contra a praga pedófila que grassa em Portugal, alertando e denunciando, sem receios ou medos aparentes, dando a cara em defesa das crianças vítimas de abusos sexuais - e não só na Casa Pia.
Atacado por alguns sectores, que muitos classificam de políticos, é, por sua vez, acusado de pertencer a um grupo organizado que pretende exercer pressão sobre o processo Casa Pia. Outras suspeitas têm sido avançadas, às quais Pedro Namora responde com a sua forma de estar na vida, com o fortalecimento dos seus ideais sociais e morais e com a sua intransigente luta contra a violência sexual exercida sobre crianças indefesas.
Bem-haja, Pedro Namora, pelas posições que tem assumido. Não se deixe vergar por indivíduos clonados de vermes, por muito influentes e bem colocados que estejam. Os meninos da Casa Pia, de todas as casas pias, todos os meninos deste nosso País, merecem o nosso respeito, merecem mais respeito. Vamos todos ajudar para que isso seja uma realidade!


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Fernando Manuel Pereira

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Tue, 05 Aug 2008 11:20:02 +0000
Cirurgião MACHADO LUCIANO, um Homem de causas e de convicções http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/30/cirurgiao-machado-luciano-um-homem-de-causas-e-de-conviccoes http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/30/cirurgiao-machado-luciano-um-homem-de-causas-e-de-conviccoes

Dr. Machado Luciano, entrevistado pelo Programa Arestas de Vento


AS MARÉS MUDAM. OS HOMENS BONS, NÃO!!!


Já não é a primeira vez que fico admirado com o desassombro e com a coragem que o Dr. Machado Luciano imprime às suas palavras, sempre que o assunto é Setúbal, ou ligado a Setúbal. Numa entrevista temperada de sal e pimenta na dose certa, pela mão do "mestre" Ricardo, bem batido e conhecedor desta "cozinha" regional, a que uma certa dose de experiência e de saudável matreirice deu cor, com um "ajudante" cinco estrelas, trouxe-nos à antena temas de perfeita actualidade que são preocupações dominantes dos cidadãos setubalenses e a que muitos politiqueiros e seus sanguessugas, gostariam de ver pelas costas. POLIS, (o actual nada tem a ver com o projecto inicial!), Feira de Sant'iago (cuja entrada é do pior, do pior que já me foi dado ver!), o desempenho político do actual Executivo comunista do Município Sadino (uma autêntica tristeza!), a sua nobre postura e firmeza na defesa de Ideários e Amizades  (nunca, em nenhuma circunstância, virou a casaca!), as próximas eleições autárquicas, (o eleitorado vai decidir pelo cansaço e pela frustração, mais do que pelo mérito dos candidatos, é minha opinião!), os problemas com que os trabalhadores autárquicos se vêm a braços, (e as "perseguições políticas" não são recentes, que o digam, entre outros exemplos, os "corridos" Pedro Namora e Carlos Sousa!), de tudo foi falado, com grandeza, firmeza e honestidade.
O Doutor Machado Luciano sabe muito bem que as marés, na política, mudam rapidamente. Mas os Homens verdadeiramente Bons nunca mudam a sua verticalidade. Muito pelo contrário. E o Dr. Machado Luciano sempre foi um Homem Bom. E continua a sê-lo!!!
Presto-lhe as minhas homenagens, agradecendo-lhe a grande lição de vida com que distinguiu todo o vastíssimo auditório do nosso Arestas de Vento, o tal programa que escalda a galinhola mioleira dos idiotas e dos oportunistas!

Fernando Manuel Pereira

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Wed, 30 Jul 2008 10:41:50 +0000
Dia 27|Julho|ARESTAS DE VENTO|www.palfm.pt http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/29/dia-27julhoarestas-de-ventowwwpalfmpt http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/29/dia-27julhoarestas-de-ventowwwpalfmpt

POR UNS, PAGAM OS OUTROS…



Num país, onde cerca de dois milhões de pessoas está à beira da pobreza, com uma inflação real acima do valor anunciado pelo Governo, onde a crise alimentar e o aumento dos preços afecta directamente as famílias mais desfavorecidas, não restam dúvidas que este cenário estimula fortes e justas críticas aos políticos, a todos os políticos.
A pobreza é uma triste realidade que cresce todos os dias no nosso País, onde a desigualdade entre ricos e pobres, com um quinto da população a viver abaixo do limiar da pobreza, não parece chocar o poder político, alheado desta triste realidade.
Na Dinamarca, país que serve de inspiração a muito boa gente, existe na cidade de Copenhaga um Museu da Pobreza, o primeiro no Mundo, como se a pobreza fosse matéria para se relegar a coisa de museu… Até parece que se pode condenar a pobreza persistente, como se a pobreza fosse miserável, uma vergonha. As pessoas não devem ser desprezadas, porque desprezá-las é agravar ainda mais o problema. Lembro-me que, antigamente, na Igreja de S. Domingos, em Setúbal, havia uma caixa de esmolas com a inscrição "Pão de Santo António". Pois, com todo o (pouco) dinheiro apurado, comprava-se o pão que era distribuído pelos pobres. Pobres auxiliavam pobres…

Em 1996 foi criado o Rendimento Mínimo, agora Rendimento de Inserção Social. Desde que começou a ser pago, o número de beneficiários aumentou velozmente. Esta prestação social pretende garantir às pessoas e seus agregados familiares, condições mínimas para a satisfação das suas necessidades essenciais. Acredito, não obstante, que deverá haver abusos, falcatruas mesmo, o que não me impede de apoiar esta medida. Mas há o reverso da moeda: o facto deste rendimento poder retirar a alguns a capacidade de trabalho e a outros manter a sua permanência na rua. Mas também conheço casos em que indefesas crianças já não vão para a escola em jejum e de famílias pobres a quem este "auxílio" veio tornar menos negras as suas vidas. Neste País de pobres cada vez mais pobres, onde os depressivos têm vendas em alta, quero crer que se não fosse o Rendimento de Inserção Social, com todos os conhecidos cadilhos que transporta, Portugal ainda estava mais miserável, triste e pobre. Não é por acaso que a solidariedade está expressa na nossa Constituição…



Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt

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Tue, 29 Jul 2008 11:42:00 +0000
UM RAIO DE SEMANA, ESTA http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/21/um-raio-de-semana-esta http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/21/um-raio-de-semana-esta Para tornar mais florido este grupo coral, lá aparece o gavião FMI, Fundo Monetário Internacional, a alertar os lusitanos a pouparem mais. MAIS UM SANTO DE PAU CARRUNCHOSO?

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Semana exemplar, esta que está a acabar. O governo a avançar com a proposta de um chip para os automóveis que permite às autoridades detectar uma série de irregularidades – e violar a nossa privacidade. O Constâncio, governador do Banco de Portugal, que paga os almoços com cartão da empresa, que tem um ordenado chorudo e mais algumas mordomias vitalícias acumuladas, a afirmar publicamente que não devem haver aumentos salariais, enquanto causa o reavivar do debate em volta do nuclear que ocupou durante alguns dias as atenções de políticos e cidadãos, afastando-nos do que é importante debater, a crise em que governantes, políticos e mixordeiros mergulharam o País, com o nosso Cavaco, presidente da República, "muito preocupado", a apelar para que os portugueses não baixem os braços e não se deixem atingir pelo desânimo ou pessimismo, face à crise que alastra como cancro. Para tornar mais florido este grupo coral, lá aparece o gavião FMI, Fundo Monetário Internacional, a alertar os lusitanos a pouparem mais, para limitarem o nosso celebérrimo défice externo. E o Papa, Bento XVI, preocupado com a delapidação que os recursos naturais do planeta estão a sofrer, "devido ao consumo insaciável", e a exortar-nos para uma maior defesa do ambiente – enquanto numa África, sem preservativos, sem sementes e sem adubos, a sida aumenta incontroladamente e a fome mata milhares de africanos. Agora, da Rússia, para fechar a semana com chave de ouro, vem a notícia que muita boa gente esperava hà décadas: uma organização de comunistas de São Petersburgo, quer CANONIZAR o ditador José Estaline, que governou a União Soviética entre 1924 e 1953, deixando atrás de si milhões de vítimas e que, à semelhança do que aconteceu por cá com o ditador fascista Salazar, num idiota concurso televisivo, está em segundo lugar, com 263 mil votos, no programa "Grandes Heróis", destinado a eleger a personagem mais relevante da história do País. Tudo isto até nos faz esquecer a actual queda do preço do petróleo!... Mas que raio de semana esta! Um abraço.

Fernando Manuel Pereira 

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Mon, 21 Jul 2008 17:00:08 +0000
DOMINGO, 20 de JULHO http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/20/domingo-20-de-julho http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/20/domingo-20-de-julho O ARESTAS DE VENTO FEZ, MAIS UMA VEZ, A DIFERENÇA, RECEBENDO , POR CONTA DESTA MODERNIDADE EUROPEIA, TÃO, TÃO BOAZINHA, O PRESIDENTE DA CÁRITAS, DR. EUGÉNIO DA FONSECA 

NO REINO DOS AFECTOS E DAS UTOPIAS REALIZÁVEIS ...

Gente com carência de meios para viver, xenofobia e desemprego LUSO.Tudo aos domingos, no Arestas de Vento, entre as 11 e as 14h, na Pal fm 102.2 e em www.palfm.com

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 SER SOLIDÁRIO NÃO É SÓ DAR PÃO…


Todos nós temos o dever de exercer o direito de sonhar com um mundo melhor, porque este sonho deixou de ser utopia, passou a ser compromisso com a luta por uma sociedade assente em princípios de justiça, de igualdade e de solidariedade.
No tempo dos gregos, havia a "amizade cívica"; os cristãos partilham a fraternidade e o amor ao próximo, porque a solidariedade tem que ser algo que vá para além do mero sentimento de pertença. Tanto é solidário quem recolhe géneros num supermercado, como aquele que socorre um mendigo ou chama uma ambulância para um necessitado. Solidário, tanto é quem perdoa como quem dá uma palavra amiga em momento menos bom. A solidariedade acompanha quem vai a um lar de idosos oferecer alguns momentos de alegria para vencer a solidão ou o abandono, ou quem vai a um hospital deixar uma palavra de alento ou de encorajamento. A solidariedade manifesta-se de diversas formas.
Da entrevista que o Dr. Eugénio da Fonseca deu ao programa Arestas de Vento retive um ponto central: a solidariedade nunca se conjuga com a indiferença. Numa lúcida e instigante análise sobre a pobreza e a desigualdade, partilhou connosco toda a sua experiência no terreno. E, mais uma vez, deixou-nos pistas, reflexões, pensamentos e formas de como ajudar o próximo, porque, afinal, solidariedade é sabermos viver juntos, sabermos partilhar alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, porque, no fundo, a solidariedade é, em grande parte, responsável pela sobrevivência humana…
Não podemos modificar o Mundo, mas podemos, certamente, mudar o pequeno mundo que nos rodeia. Esta, quanto a mim, a grande lição que o Dr. Eugénio da Fonseca nos deixou para sobre ela reflectirmos conscientemente.

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Fernando Manuel Pereira

Poeta/ Setubalense/

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Sun, 20 Jul 2008 18:25:22 +0000
UMA ENTREVISTA COM ETIQUETA E BOAS MANEIRAS http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/14/uma-entrevista-com-etiqueta-e-boas-maneiras http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/14/uma-entrevista-com-etiqueta-e-boas-maneiras piedadefernandes1.jpg

POPULAR SEM SER POPULARUCHO

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Não sendo brinquedo de fim-de-semana, o programa Arestas de Vento é pensado ao pormenor, na tentativa de melhorar semanalmente a qualidade das suas emissões, porque esta qualidade trás por acréscimo o aumento da audiência, e a seriedade que o identifica e nos faz identificar com ele.
Penso ser o Ricardo Cardoso e a Céu Campos semi-profissionais de rádio, devido ao empenho e experiência que ao longo destas duas décadas acumularam: porque isto de rádio tem, quanto a mim, mais de prática do que de teoria…

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Arestas de Vento é um programa popular com popularidade, sem ser necessário, para isso, servir "pão e circo". Não há preguiça neste programa, que se move, cresce e subsiste com alguma saudável dose de loucura, pelo atrevimento, pela actualidade, pela animação cultural, quantas vezes pelo "mexer" com interesses culturais (e outros...) instalados… Sabendo "casar" conteúdo com forma, aumenta a temperatura da polémica, seu verdadeiro fato domingueiro, alimenta a cultura do debate - não se esgotando aqui - com imaginação, sem dramatismos de cebola, sem palavrórios remendados, sem superficialidade. Tem  rompido esquemas, inovado, inventado. As últimas entrevistas, para não irmos mais longe, provam isso mesmo.

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A entrevista à conceituada cantora (professora, pintora, actriz…) Piedade Fernandes, foi uma entrevista com etiqueta e boas maneiras, com linguagem adequada, formal: uma entrevista com traje de cerimónia, onde o paradoxo "saber fazer" versus "saber pensar" aprofundou novo sabor. Divertiram-se ambos, entrevistado e entrevistador, souberam colocar cores no preto e branco da vida, trouxeram à ribalta recordações de outros tempos e canções de todos os tempos. Só por isto, valeu a pena ouvi-lo!!!

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Fernando Manuel Pereira

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Mon, 14 Jul 2008 16:31:42 +0000
ASPIRINA É SOLUÇÃO? http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/13/aspirina-e-solucao http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/07/13/aspirina-e-solucao aspirina.gif

O País real é outro, é o país da má governação onde os seus habitantes vivem com dificuldades acrescidas, sem que se vislumbre soluções para atenuar as carências, cada vez mais individuais, com salários e rendimentos abaixo da inflação.

ASPIRINA É SOLUÇÃO?

Sócrates disse de si mesmo que não era arrogante mas sim firme, numa entrevista higiénica e bem agasalhada que deu um destes dias à TV de todos nós. Mordam-se, portanto, os calvinistas políticos que só sabem atacar Sócrates, 1º ministro de um Governo de maioria absoluta, cujos quatro anos de governação irão fazer uma paragem já em 2009. Sem o vigor de outrora, mesmo assim José Sócrates bateu-se com alguma garra, mas não convenceu a maioria dos telespectadores/eleitorado. Ficámos todos a saber que tudo o que correu bem foi mérito do Governo e tudo o que mal correu foi maldade do mundo. Não admira que a oposição, esse bicho de sete cabeças que lhe dá cabo da cabeça, incluindo a oposição da classe política que tem mantido e até aumentado os seus ordenados, subsídios e ajudas-de-custo, tenha torcido o nariz às soluções apresentadas pelo governante para minimizar ou colmatar os problemas que estão a mergulhar o País numa profunda e aprisionada crise e a fazer oscilar a Europa imperial.


Portugal estava necessitado de profundas reformas, é certo, mas dispensava bem o fosso cavado entre ricos e pobres, que o transforma num país ao sabor da corrente globalizadora neo-liberal, gerando enfermidades individuais e colectivas, criadora experiente de bolsas de marginalidade, de pobreza e de desemprego.

Sócrates, que tinha um saldo de imagem que atingia os 52,2% aquando das últimas eleições, anda agora pelas ruas da amargura e da incerteza. A sua declaração ao País foi como aspirina para um doente em estado quase comatoso. O imposto sobre as mais valias das petrolíferas para ajudar as famílias mais carenciadas, é um exemplo, como se o dinheiro caído nos cofres públicos tivesse cor ou cheiro…
Entretanto, prepara decretos-lei onde garante aos diplomatas direito a serem reembolsados, mensal e integralmente, das despesas com a educação dos filhos, adoptados e enteados, menores de 18 anos; isto é, põe-nos a nós a pagar a educação dos filhos deles, enquanto os nossos vêem fechar escolas e aumentar as despesas com livros, material escolar e transportes. E depois não gosta de ouvir dizer que este Governo, com estas benesses, continua a criar uma elite de cidadãos… São mordomias a mais num país em crise, crise de que Sócrates pretende desresponsabilizar-se. Este País descontente e em luta diária, onde todos os sacrifícios são pedidos aos trabalhadores e às classes médias, com os grandes grupos económicos a verem aumentar os seus lucros, já está farto de demagogias pinóquianas e sem vontade para rir quando ouve o primeiro ministro afirmar que "o País está melhor do que antes"… O País real é outro, é o país da má governação onde os seus habitantes vivem com dificuldades acrescidas, sem que se vislumbre soluções para atenuar as carências, cada vez mais individuais, com salários e rendimentos abaixo da inflação.

Já fui enganado uma vez. De certeza que não serei mais!!!

Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

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Sun, 13 Jul 2008 13:36:02 +0000
UM GRANDE SACANA, MAS UM EXCELENTE ACTOR... http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/30/um-grande-sacana-mas-um-excelente-actor http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/30/um-grande-sacana-mas-um-excelente-actor …ELE ATÉ SABE DIZER POESIA!!!

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Nunca me habituei a ver o Fernando Guerreiro somente como actor. Havia (e há!) nele um inesgotável potencial, parte ainda escondido, que seria de bom senso aproveitar em prol da cultura desta cidade de Setúbal que, por vezes, devido à indiferença de certa gentinha a prazo ou cavalarmente idiota que, de tão mal fornecida de agentes e promotores culturais anda claramente famélica, se dá ao vexame de pôr de lado incontestados, experientes e aceitáveis valores setubalenses…

 

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Numa conversa onde um certo gozo se mostrou salutar, roliço e gostoso, ficou provado que o entrevistado quando nasceu apanhou o Universo desastradamente em preguiça divina, e acabou por ser perfilhado pelos deuses, daí a forma escorreita e frontal como sempre tratou a vida, as idas ao teatro em grupo familiar, um piquinho de educação aburguesada, os dissabores, as traições, as intrigas, a cultura, a tropa, a saúde, os bancos de escola, as sessões quase clandestinas de cinema, a Praça de Bocage e a praia da Albarquel, a Poesia e a TV, algumas ameaças, certas insónias e certas estórias. (Os petiscos e as cervejas também contam, isto para não falarmos de outras maldades…)
Claramente entendido que o Fernando Guerreiro actor alberga dois personagens: interpreta um, deixa o outro ao cuidado dos espectadores, num alumbramento de faz-de-conta, sem estética intelectualizada, num cúmplice piscar de olho, cordão umbilical a que se deve, a par da competência, conjugando a arte com o profissionalismo, o sucesso que alcança junto do público, sempre que pisa um palco.

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A entrevista foi um manjar sem esquizofrénicas acusações, sem abstinências, em alguns momentos alvoroçada, mas sem safadezas, bem espicaçada pelo dono do microfone, sem conversetas dúbias, inodoras e sem sabor. Com a despretensão do costume, Ricardo Cardoso tornou a acertar na escolha do convidado, (e "eles" a pensarem que o Arestas de Vento era um programa decorativo…), um grande sacana, diga-se de passagem, mas um excelente actor, encenador de mérito que vai deixar escola, criador de espaços tertulianos, reinventor na concepção como matriz de todas as utopias. Continua a viver alimentando sonhos, sonhando encontrar nos seus sonhos recorrentes o "tal" projecto abrangente que, como escrever um livro ou plantar uma árvore, deixe neste mundo, indiscutivelmente, a sua assinatura.

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Obrigado, Amigo Fernando Guerreiro, por teres partilhado comigo a tua entrevista, dizendo algumas poesias da minha modesta autoria, de forma magistral, valorizando-as. Só por isto, mereces um lugarzinho no Céu…
 E por falar em Céu, adorei a activa e visível participação da Céu Campos que, em conjunto com Ricardo Cardoso, tiveram paciência para nos aturar durante duas (curtas) horas.
Um abraço para todos.

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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Mon, 30 Jun 2008 22:21:50 +0000
CRÓNICA DOMINGUEIRA http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/30/cronica-domingueira http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/30/cronica-domingueira  OU VAI OU RACHA

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Há quem se considere na dependência de um poder que nos dispensa da canseira de pensar e nos promete todos os mundos e todos os fundos: estímulos à economia chutando para fora a pobreza, óptimo tratamento da nossa saúde, baixa do desemprego, pão com manteiga e cházinho de tília, que nos põe contentes e satisfeitos por existirmos.
Sei que sou vítima do "monstro" que ajudei a criar: a maioria absoluta socialista que conferiu a José Sócrates uma arrogância raramente vista e lhe entregou de mão (na rosa) beijada, as rédeas deste rectângulo, a que almas mais pias apodam de sítio, prenhe de promessas, promessas como canto antigo de sereias chegando de mansinho aos ouvidos do povo desprevenido.
Na classe média (onde ainda não subi…) o desespero e a revolta estão mesmo, mas mesmo a rebentarem a escala: as dívidas bancárias andam agitadas no mar encapelado da alta das taxas de juro a caminho dos 6% e com o petróleo a ter tiques de prostituta requisitada, aumentando diariamente. Em 2009, lá vai o 1º Ministro José Sócrates enfrentar uma classe média cujos azeites lhe chegaram ao nariz, deprimida e, simultaneamente, enfurecida.
Se o País ficou durante uns dias nas mãos de um pequeno grupo de patrões camionistas, Sócrates está refém duma classe cuja vida pacata já deu o que tinha a dar e agora se recusa a mais sacrifícios e não está disponível para mais "canções do bandido" ou canções de "amanhãs que cantam".
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Agora vivemos tempos de patriotismo sazonal, com janelas enfeitadas de bandeiras e emigrantes a ganharem direito à nacionalidade; tempos relevantes a ver crescer sentimentos anti-EUA e anti-EU, com sindicatos e corporações a perceberem que o Estado de Direito está mais torto do que nunca. Fazemos todos parte duma tribo, camionistas e taxistas, pescadores e agricultores, funcionários públicos e desempregados, todos coabitando um país formado por um filho de francês e de espanhola, D. Afonso Henriques.
Ao cidadão atento, torna-se claro que uma porta foi fechada com estrondo e que governar com os olhos subservientemente postos em Bruxelas, apenas e só pensando no equilíbrio das contas, forçou a nota, por falta delas, e nos encontramos na difícil situação de carência que nem o melhor botok conseguirá disfarçar. Ao longo da Europa, os políticos, profissionais ou de Entrudo, estão a recomeçar a perceber que não se pode governar desprezando as pessoas… A seu tempo aprenderão a lição!

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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Mon, 30 Jun 2008 22:10:05 +0000
UMA CONVERSA À LAREIRA, ENTRE POETAS E ACTORES http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/25/uma-conversa-a-lareira-entre-poetas-e-actores http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/25/uma-conversa-a-lareira-entre-poetas-e-actores A ENTREVISTA DO PASSADO DIA 22 DE JUNHO, NO PROGRAMA ARESTAS DE VENTO, A DOIS POETAS E A UM ACTOR TEATRAL, SIMULTANEAMENTE, FOI TÃO SERENA, TÃO SERENA... 

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BACALHAU É PEIXE
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Uma entrevista que me fez lembrar um jogo de miúdo, (quente, frio, morno, lembram-se?) mas interessante devido ao contraste cultural e pessoal entre os três entrevistados e onde ficou bem edificado o conceito genuíno de cultura popular, como verdade de sempre, acessível, mantida e partilhada. Vozes irmãmente discordantes, sem espaço para pessimismo, cada um à sua maneira a nunca desistiram de lutar por ideais e conceitos; em certos momentos deram a sensação de um jogo de palavras que escaparam ao papel, sem silêncios, pontapés dados à opacidade intelectual. Uma aliança entre a palavra e o gesto, a poesia e o palco da vida, como um teatro, com a colaboração de Céu Campos e a cumplicidade de Ricardo Cardoso. E nós como espectadores. Todos nós, no fundo, como espectadores.
Afinal, também se pode denunciar uma marcha que, contra os próprios regulamentos, é premiada e publicada. Os santos populares hão-de perdoar… E confessar descobrir um palco feito sonho e rumo. E versejar entre o céu e a terra, lá onde a inspiração nos sacode.
Agradeço as referências, no programa, que cordialmente me fizeram. Não mereço tal distinção. Sei que a amizade que me liga aos entrevistados poderá ter sido cúmplice das opiniões, lisonjeiras, expressas. O meu abrigado aos três.

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Uma pequena explicação para um "certo" povo, calmo e sereno: só escrevo e digo o que quero e sinto. E assumo por inteiro as minhas opiniões, até as minhas divergências. Há quem possua uma noção errada do que seja critica, como se quem critica se estivesse a opor a alguém ou a alguma coisa, esquecendo que a critica não é mais do que um diálogo entre duas pessoas sobre determinado assunto. A minha independência de pensamento torna-me imune às cagádas existenciais de alguns pobres de espírito que vegetam no semi-anonimato, recobertos com o creme do carácter sem eixo, mas com varais carroceiros que lhe induzem à sebosa arrogância de quem acorda de manhã convencido de que o mundo está contra eles e procuram com argumentos de papagaios de papel negar o evidente, como se os outros não tivessem olhos e OUVIDOS e dois dedos de inteligência… Acabei de me referir a um diabito que, na ausência do rei, continua a mandar no reino… É assim que, por vezes, começam os contos onde se falam de anões e duendes, fadas más e bruxas feias. Coisa que não tenciono fazer.
Parabéns ao Ricardo e   á Céu e aos seus convidados pela óptima entrevista com que nos brindaram!

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
etcetal.blogs.sapo.pt
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Wed, 25 Jun 2008 00:04:20 +0000
Texto NÃO lido, dia 22 de Junho. Foi substituido, pelo responsável do programa, por um outro, do mesmo autor... http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/22/texto-nafo-lido-dia-22-de-junho-foi-substituido-pelo-responsavel-do-programa-por-um-outro-do-mesmo-autor http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/22/texto-nafo-lido-dia-22-de-junho-foi-substituido-pelo-responsavel-do-programa-por-um-outro-do-mesmo-autor avo3.jpg

Porque há "coisas" que por desconhecimento passam ao lado da maior parte dos ouvintes, achei-me no direito de tornar públicas estas considerações e suspeições. Eu não acredito em bruxas, mas lá que as há, há!

QUEM QUER CALAR O PROGRAMA ARESTAS DE VENTO?

Tem provocado algum apaixonado debate e confusão justificada, as "brancas" que no passado domingo pousaram e interferiram na frequência, alarvemente, deste nosso programa, impedindo a sua audição durante largos minutos, por diversas ocasiões e em diferentes zonas. Porque estas estranhas interrupções não são, infelizmente, caso virgem, pessoalmente questionei-me se não estaríamos mais uma vez perante uma espécie de boicote planeado pelo "sistema" para de uma assentada desgastar, ou calar, duas vozes incómodas: a do próprio programa e a da sua convidada, a conhecida deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Aiveca.
Neste emaranhado mundo da radiodifusão, recheado de interesses escondidos que vão desde os políticos, passando pelas invejas pessoais e tentativas de progressão espezinhando a torto e a DIREITO, indo até aos claramente religiosos, todo o tipo de colisão é possível e previsível. Só a programação pimba e apimbalhada não suscita invejas nem retaliações; é masturbação aceite, praticada e aconselhada.

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Casualidade, coincidência, advertência género "porta-te bem e vê lá quem levas aí", simples avaria momentânea, mãozinha de bruxa bamba com rosa ao peito, acto leviano de aprendiz de santinho milagreiro em nicho local, oficial engraxador a mamar "à conta do orçamento", ou acção de personagem de banda desenhada com martelo na mão, na verdade este ARESTAS DE VENTO está a tornar-se a cada emissão que passa, um verdadeiro e inevitável furacão radiofónico, com a declarada e assumida missão de agitar as mentes acomodadas e sinalizadas. Todos sabemos que a prática da rádio livre esteve sempre ligada ao conflito, com interesses e monopólios, culturais e outros, a tentarem interferir no direito dos cidadãos à liberdade de expressão, à denúncia de situações extremas e ao desenvolvimento da sua luta por melhores condições de vida, como tem feito desde sempre este espaço radiofónico que todos os domingos uma equipa chefiada pelos radialistas Ricardo Cardoso e Céu Campos leva até vós. Programa público de interesse colectivo (e é só consultar os comentários inseridos no blogue do Arestas de Vento!), que, sem perder de vista os estatutos e os objectivos estratégicos da Rádio PAL, ou talvez por isso mesmo, é um dos espaços de radiodifusão sonora mais respeitados e dinâmicos do nosso País, a que a Internete veio dar uma colossal ajuda, colocando-o ao alcance de qualquer um, em qualquer parte do mundo.
Porque há "coisas" que por desconhecimento passam ao lado da maior parte dos ouvintes, achei-me no direito de tornar públicas estas considerações e suspeições. Eu não acredito em bruxas, mas lá que as há, há!

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Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

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Sun, 22 Jun 2008 11:17:19 +0000
DEPUTADA DO BLOCO DE ESQUERDA, ENTREVISTADA POR RICARDO CARDOSO, NO PROGRAMA ARESTAS DE VENTO, DIA 15 JUNHO http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/17/deputada-do-bloco-de-esquerda-entrevistada-por-ricardo-cardoso-no-programa-arestas-de-vento-dia-15-junho http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/17/deputada-do-bloco-de-esquerda-entrevistada-por-ricardo-cardoso-no-programa-arestas-de-vento-dia-15-junho bloco_de_esquerda.gif

MARIANA AIVECA SEM CONVERSA FIADA
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"A classe operária é como um exército sem estado maior" (Staline). Acredita que este foi o pensamento que me ocorreu assim que o Ricardo Cardoso deu por terminada a GRANDE entrevista que lhe fez?
Lembro-me da MARIANA AIVECA nos tempos idos de 74, aqui por Setúbal, quando desejávamos que a "revolução avançasse a todo o vapor" e o MDP/CDE falava em "derrotar a reacção, a reacção não passará". Ainda se lembra daquela frase "Lutar Criar Poder Popular"? Bons tempos, esses, a que alguns, em palestras de cáca e em livros respeitosamente prefaciados procuram ardilosamente minimizar o importante papel que a chamada "esquerda revolucionária" teve na cidade de Setúbal (e no País) na concretização dos ideais de Abril. E nós sabemos quem NÃO andou nas ruas (antes e depois de Abril) a dar o corpo ao manifesto, mas agora se assumem democratas de fina água…

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Neste estado de quase guerra civil disfarçada, com foguetes e pandeiretas e cortes de fita à mistura com petróleos e patrões estafetas e outras coisas que um dia se saberá, onde a fome e o desemprego anda à rédea solta e alguma tropa fandanga, tipo cheira cús, anda a tentar mobilizar-se, em que valores éticos são mandados às urtigas e certas sedes partidárias não passam de balcões de negócios pessoais, acredite que adorei o desassombro com que disse algumas verdades. Políticos de trampa que fazem da política ninho devem ser denunciados e afastados (pelo voto…): não é com eles que este País avança. Sempre me disseram que todo o político pode ser destruído – menos o que tem força moral. E a Senhora tem dado mostras, ao longo da sua vida política (e pessoal) que tem força moral, convicções, que cumpre com a sua palavra, que tem respeito pelo eleitor e que trabalha em prol da população que a elegeu. Continue firme e sem desfalecimentos!

Fernando Manuel Pereira| Poeta| Setubalense|

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Tue, 17 Jun 2008 10:55:07 +0000
...15 de Junho http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/17/15-de-junho http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/17/15-de-junho .

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JOSÉ SÓCRATES, O DO MEIO...

GOVERNEM COMO GOVERNAREM, PARA ELES HÁ SEMPRE UM PRÉMIO!
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Ficou mais do que claro que este Governo não tem política nenhuma concreta para resolver os problemas concretos dos portugueses. A brandura demonstrada pelo Governo durante toda a paralisação levada a cabo pelos transportadores, quanto a mim, tem muito a ver com o facto de muitos políticos que pisam mansinho as salas do Poder, terem estado na Ponte 25 Abril, em 1995, participando na revolta dos camiões e no cerco a Lisboa…
O conjunto da economia acabou de perder milhões de euros, enquanto, certamente, muita boa gente lucrou com os bloqueios. Os açambarcadores mais uma vez fizeram-se ver e os proprietários das bombas de combustível esfregaram as mãos de contentes, vendo em longas filas aqueles que há dois dias ameaçavam bloqueá-las. E, assim que a paralisação acabou, aumentaram imediatamente o preço do combustível.
As vitórias da Selecção Nacional até funcionaram como ocasional linimento para as preocupações à solta na sociedade portuguesa, neste mês de Junho em que as festas saíram para a rua e o Governo e o partido que o suporta confirmam a deplorável ausência de políticas económicas e sociais. A oposição, infelizmente, nem alternativa é…
A morte de um elemento que liderava um piquete de camionistas, significa o fraco desenvolvimento do nosso País e as suas fortes desigualdades sociais e a crise pela qual todos actualmente passam. Ninguém pode esquecer que a OCDE e a União Europeia previram em baixa o crescimento da economia portuguesa, com a taxa de inflação e desemprego a subir e as exportações a diminuírem. E o preço dos combustíveis e dos bens alimentares a subirem, subirem, subirem…
Durante alguns dias, o País esteve nas mãos dos pequenos transportadores. Apedrejamentos, intimidações, camiões queimados, um acidente mortal, feridos, caos nas estradas e falta de produtos nas prateleiras das superfícies comerciais vão ficar para sempre ligados a esta paralisação de camionistas. E o Governo do senhor Sócrates, pela forma como tratou e deixou avançar esta questão, bem pode limpar as mãos à parede: o Estado social está cada vez mais incapaz de cumprir a sua função.
António Guterres fugiu, deixando o País (e o PS) num caos, mas teve um prémio internacional; Durão Barroso, afundou ainda mais o País (e o PSD) e também teve um prémio internacional; Sócrates, tudo o indica, está a seguir: para ele, certamente, também haverá um prémio internacional…
 
 

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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Tue, 17 Jun 2008 10:42:49 +0000
COMENTÁRIO À ENTREVISTA COM O CANTOR GABRIEL CASTANHAS http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/08/comentario-a-entrevista-com-o-cantor-gabriel-castanhas http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/08/comentario-a-entrevista-com-o-cantor-gabriel-castanhas QUANDO A MEMÓRIA É ENTREVISTADA
 
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RICARDO CARDOSO, A ALMA DO PROGRAMA 

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Um, personalidade que não destoa, adepto da renovação com fundo de perdão, exemplos já dados, destaca-se pela diferença, aqui sem arrependimentos mal-agradecidos, tecendo horas domingueiras, as melhores, onde se diverte e irmana, não ignorando patifarias, algumas em faxes escondidas, outras por entre panos de cena, ou mesas de "café", refinadas quanto baste, mas incapazes e inócuas.
Outro, sorvendo minutos como mel escorrendo, as experiências vão tomando forma e destino, uma "nau catrineta" cortando as ondas da memória, amamentadas a troco da saudade, palavras sentidas, algo carentes, emotivas, com raiz conservada, alimentada em nome do coração e da mente, transmissíveis, mesmo correndo o risco de serem esquecidas na voragem da vida.
Uma combinação arrumada, culta, sem limites, sem censuras, entre amigos comprometidos, razão e meio para chegar ao desfecho, com sinais acalmados de uma certa loucura, antiga e sofrida, auto-exílio a provocar retorno, fome de imagens e sentimentos, lembranças com início, começos de outras lembranças sem tempo para suprimir a solidão, desenvolvendo memórias sem se repetirem.
Os dois, num jogo favorito, dependentes do berço, hoje dos fados com que percorrem a estrada da vida e das palavras, modos diferentes, igual essência, entregues sem pudor ao nécter nem sempre fácil das recordações, algumas inquietas, ansiosos por tocarem com os próprios dedos os mapas escondidos na conversa pública, um mundo próprio que o segredo se sente impotente para segurar.
Refastelados, colaram-nos ao rádio durante duas horas, cumplicidade no raspão que lasca a nossa solidariedade e nos puxa devagar até olharmos também olhos nos olhos as estórias de vida e de luta, num regresso comum à esperança.
Para Vocês, camaradas de vida, Ricardo Cardoso e Gabriel Castanhas, um Abraço, e contem comigo para derrubar o "muro" da cultura abortiva!

 

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GABRIEL CASTANHAS - "Canto o que quero, canto o que gosto"

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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Sun, 08 Jun 2008 17:33:23 +0000
ARESTAS DE VENTO, rádio PAL, domingo 8 http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/08/arestas-de-vento-radio-pal-domingo-8 http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/06/08/arestas-de-vento-radio-pal-domingo-8 abcd0016.JPG

 SOCIALISMO MAQUILHADO

Semana de protestos esta que está a acabar. Uma moção de censura contra a política económica e fiscal praticada pelo governo do senhor Sócrates,  apresentada no Parlamento pelo CDS, partido que até dá a impressão que nada tem a ver com o descalabro a que este Pais chegou, e 200 mil trabalhadores na rua a gritarem a uma só voz contra o desemprego e a carestia de vida, contra as propostas de revisão do Código de Trabalho, contra os ataques governamentais que tentam atingir direitos adquiridos,  contra o desemprego e a fome, pelo direito ao pão e à educação.
A crise económica que afecta o País, certamente não fustiga os bolsos e as casas de certos políticos de pantufa e parece que ainda há quem se sinta agradado e agradecido com as políticas enviesadas deste governo, que nada têm a ver com socialismo, mesmo com aquele socialismo que Mário Soares um dia meteu na gaveta. É voz corrente que nunca tão poucos ganharam tanto à custa de tantos. Todo o País tem a percepção de que existe mesmo uma crise, por isso penaliza a credibilidade desta política económica com rótulo de suicida, que não permite máscaras nem ilusionismos propagandísticos, mau grado o esforço que o marketing político e a manipulação de alguns meios de informação, tem vindo a fazer.
Portugal não consegue superar uma crise que nos empobrece e avilta, obrigando a fugir para o estrangeiro, 34 anos após Abril, milhares de portugueses, à procura de melhor sorte, enquanto por cá presidentes de empresas ganham em média mais de 22 mil euros mensais, 30 vezes mais que o rendimento médio dos trabalhadores. Maquilhagens à moda desta espécie de socialismo.

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A crise que o Governo bem tenta disfarçar e até negar, mostra à saciedade que este governo falhou. Crise é uma coisa a que os portugueses já estão, infelizmente, habituados. Já passámos por muitas e têm sido sempre os mesmos a saírem rotos e nus: o Zé Pagante, governado há 30 anos por partidos que de tempos a tempos se revezam no governo e utilizam a Assembleia da República para as suas desditas e confusões. Cada um destes partidos se queixa da "pesada herança" que recebeu, mas a sua prática política diária denuncia a estratégia de degradação progressiva a que chegámos. É tempo de união e de luta, de dizemos NÃO a esta política miserabilista que nos corta cerce o direito a sermos gente. Por nós e pelos nossos filhos!

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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Sun, 08 Jun 2008 17:11:30 +0000
CRÓNICA PARA UMA TARDE TARDIA http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/25/cronica-para-uma-tarde-tardia http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/25/cronica-para-uma-tarde-tardia ENTRE ESTE MUNDO E UM OUTRO, MAIS VALE O  PÁSSARO NA MÃO

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Gurus espirituais, nunca tive, assim como sempre tive, tenho, dificuldade em dobrar a espinha. Talvez tenha uma costela de radical, nunca se sabe, não se vê. Algumas vezes sinto-me sozinho nas minhas convicções. Na minha já enviesada percepção, sempre me preocupou para onde vai o lixo, a sacanice, de maneira a que não suje os jardinzitos de flores de plástico, plantadas de estaca na encefálica massa, ainda assim, de alguns gajos, vegetantes de pocilgas e de salões participados. Enfunado numa mentalidade egoísta, deixem-me, façam favor, alimentar a luxúria a qualquer custo, não é preciso um génio para perceber que é insustentável este colapso, mentalmente escravizado, que me vai mudando as palavras, criando sombra por toda a parte, entre uma e outra parede, esquinas.

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Reinvento com a sensibilidade de um arco-íris desfeito, uma forma criativa de viver meus, nossos dilemas. Usurpação de regras como expressão de liberdade, longe das montureiras visuais e sonoras que me tentam atafulhar a vida urbana, obrigando-me a ser dono de mim próprio, reminiscência de um paraíso ou local paradisíaco com um esquizofrénico de plantão a acentuar o difícil equilíbrio pirotécnico da ortografia, espécie de apêndice etéreo da minha memória menos oculta. Quero dizer, se um acontecimento fugaz e transitório me encaminhar liberto da estupidificação, para um território mais vasto, coerente e relevante pela raridade e avidez, como a existência da arte cristalizada na infância, sei que vou continuar vivo e verve, subitamente apaixonado pelos meus medos, mundo sólido sobre nuvens, antes dos meus primeiros passos, recorrendo das palavras em contínua construção.

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Tendo em conta a forma contributiva, revestida de reflexos pausados, esta reflexão que partilho com quem não conheço, vocês e mais alguns, aponta numa direcção breve, que encaixa no objectivo heterogéneo elaborado, preexistente de leituras passadas, sem ninguém se dar conta do desdobramento inconstante da ascensão do espírito, estreita relação, por vezes agressiva, entre letras e telas pintadas, teclados e tintas. Configurar a paisagem, proclamar profetas ou aceitá-los, normativa que lentamente sufoca o grito que há em mim. Melancolicamente o silêncio me activa no distante instante possível de ser vivido. E é este, meus amigos, até aqueles que se fazem de amigos, o meu provável e único destino. Que aceito, com a vã glória de um dia ter escrito um poema só para mim.

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Sun, 25 May 2008 22:12:46 +0000
PROFESSOR RICARDO MARTINEZ E ACTOR CARLOS CÉSAR - UMA MISTURA EXPLOSIVA! http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/25/professor-ricardo-martinez-e-actor-carlos-cesar-uma-mistura-explosiva http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/25/professor-ricardo-martinez-e-actor-carlos-cesar-uma-mistura-explosiva


CARLOS CÉSAR

Um alentejano que escolheu Setúbal, estávamos em 1975, ainda se respirava, e bem, a revolução de Abril, e os sonhos, de braço dado com a utopia, faziam também desta cidade a sua cidade, tal qual o actor Carlos César fez. Conheci-o por essas alturas, mais tas, menos tas, era um gajo culto, inteligente e diligente, já com uma certa notabilidade, com gostos apimentados pela vida, perseguidor de caminhos que já o tinham empurrado para o Teatro Trindade, onde se estreou como actor, fazia, na época, figura na Companhia de Teatro D'Arte, de Lisboa, e também para Paris, em 1964, onde aguentou dez anos.
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Conheci-o por intermédio de um sujeito pseudo-actor, pequenino e de falas mansas, rabeta de fim-de-semana, raquete zinguezagueante na cultura citadina, enfeitado de intelectual e de músico, numa tasca de bifanas e de copos de tinto, numa tarde pachorrenta, pendurada entre a manhã e a noite. Falámos de pintura, de poesia, de passarinhos fritos em banha, do assalto democrático à Pide e à Legião Portuguesa, das calças à boca de sino, de música e, agora sim, bingo!, de Zeca Afonso. Inevitavelmente. Não ficámos amigos, nem deixámos de ficar. Éramos dois conhecidos, por vezes cúmplices quando nos víamos em bares não muito recomendáveis, assim para o rasqueiroso urbano, e foi num destes bares de bebedeiras certas depois da meia-noite que descobri que o Carlos César também era poeta. Poeta de escrever poesia. Era um segredo que guardava bem guardadinho, talvez o único segredo que tinha, os outros eram visíveis e menos importantes, não eram segredos.

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Contou-me ele que tinha fundado, no regresso à Pátria, o Grupo de Teatro Oficina Português e de entre o seu colar de peças encenadas, tinha estima por uma pérola, um texto várias vezes censurado, de Luís de Sttau Monteiro, "Felizmente há Luar", levado pela sua mão e pela primeira vez aos palcos. E falava disto com prazer e gozo, gozo autêntico, sem água ou outra mistela a adulterar.
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Durante os 25 anos que dirigiu o Teatro de Animação de Setúbal este homem da cultura e dos prazeres, autor, encenador, actor, autarca, soube fazer amigos e conseguiu formar uma geração de novos artistas, tendo tido uma relevante actividade na descentralização cultural e na reedificação do teatro na cidade de Setúbal. Tinha uma grande capacidade de conviver e tornou-se uma personalidade estimada na cidade e na região e nos meios culturais ao longo do País, o que não evitou algumas invejas de meia dúzia de papalvos com umbigos tamanho de um punico, mas que se apressaram a virar as agulhas após a sua morte. As críticas manhosas e as censuras de retrete deram lugar aos elogios e às avé-marias graciosas. É a roda, como diria um amigo meu.
Nada mais natural e justo do que a homenagem que hoje o Programa Arestas de Vento prestou ao Homem e ao Actor Carlos César, setubalense por opção da mente e do coração. Condição que eu gostaria de ver em muitos naturais da minha cidade do rio Sado.

Fernando Manuel Pereira/ Setubalense/ Conviva de Zeca Afonso e Luiz Pacheco


EM FOCO/ EMISSÃO/ 25 DE MAIO : 

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HOMENAGEM ao saudoso actor CARLOS CÉSAR (na foto)

E GRANDE ENTREVISTA AO

Dr RICARDO MARTINEZ , homem sem papas na língua/, Campeão na arte da solidariedade, Sociológo por convicção.

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PARA UMA MAIOR CONSCIÊNCIA DE TODOS

Ricardo Cardoso
As tuas entrevistas também têm o mérito, tipo chave, que nos abre a gaveta da memória, puxam, provocam recordações de leituras antigas, armazenadas. "As leis para os pobres, de certo modo, criam os pobres que mantém" (Malthus). Cá tivemos um homem da velha guarda, socialista e solidário que, sem devaneios ou outros tiques, apontou o dedo, entre outras causas, a esta sociedade de consumo, apressada e enganosa, a este governo socialista (sem formação marxista, digo eu) que muito tem favorecido as desigualdades sociais. Pesa a injustiça do sistema capitalista actual, neo-capitalista, dirão os mais atentos. Nega-se o pão, nega-se, na prática, a liberdade.
Ricardo Martinez disse palavras duras, não escondeu verdades ásperas, sem mistificações, em benefício deste presente incerto e futuro acinzentado, com uma réstia de esperança no horizonte, que ele acalenta e alimenta, sem desvios ou desfalecimentos. Uma questão de equilíbrio…
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Afinal, para que acreditar em destino, na existência de uma poderosa força, imutável, influente, que nos rege e ao mundo? Será tudo isto uma treta, de que já tudo está escrito e destinado a acontecer? Martinez responde com um labor nobre, envidando todo o esforço, estendendo a mão, com amor e dedicação, a todos que necessitam de amparo, não se ficando por uma retalhada mensagem de solidariedade, entra no concreto, no verdadeiro campo de batalha, consciente da necessidade de se adoptarem acções urgentes para enfrentar o problema da fome, da marginalidade, da exclusão, da ausência de amor, deixando em cima da mesa, para reflexão, a integração, enquanto projecto indispensável ao desenvolvimento harmonioso da pessoa humana.  E é, inequivocamente, contra a tal caridadezinha, solidariedade às avessas, quase como um insulto aos necessitados, que não abranda a fome nem a revolta. Denuncia os falsos e equivocados conceitos de caridade que alguns trazem na lapela, como flor, como emblema ou como corneta ruidosa. Cada cor, seu paladar…
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Deixou no auditório a convicção de que é o inverso do pseudo herói; trabalha a favor do próximo, tem boa vontade, é, socialmente, um fazedor de coisas para os outros. E mais importante: não usa o sofrimento alheio como mercadoria…
Esperamos que o regresso do Professor Ricardo Martinez aos estúdios da Rádio PAL, programa ARESTAS DE VENTO, seja breve, pelo muito que ficou por dizer, pelo muito que há para dizer!
Companheiro Ricardo, natural da mui combativa vila do COUÇO, radialista sempre em primeiras núpcias, quero agradecer-te teres passado no programa de hoje, alguns poemas da minha autoria, lidos, e bem, pelo nosso amigo Vítor Serra.
Um abraço.
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Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Amigo de Palmela/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/ e

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Sun, 25 May 2008 21:49:37 +0000
18 de MAIO, Arestas de Vento entrevista a ORQUESTRA LIGEIRA DE CABANAS, PALMELA, PORTUGAL http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/20/18-de-maio-arestas-de-vento-entrevista-a-orquestra-ligeira-de-cabanas-palmela-portugal http://palavrasnovento.nireblog.com/post/2008/05/20/18-de-maio-arestas-de-vento-entrevista-a-orquestra-ligeira-de-cabanas-palmela-portugal cagao.gif

UM FAXE MAL-CHEIROSO OU A GUERRA DAS CAPELINHAS...
 
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Tens tu muita razão, caro Ricardo: merdas anónimas, cartas, emails, FAXES, deveriam ser carta-bomba que explodisse no trombil dos autores, verdadeiros mentecaptos abjectos, figuras clássicas popularizadas em filmes de vilões, sem coragem de colocar nome no final das suas diarreias mentais. Estiveste muito bem em não divulgar o conteúdo da cagáda, lengalenga mesquinha a que tu, como responsável pelo ARESTAS DE VENTO, nunca darias nem espaço nem destaque. O idiota cagão, certamente, ou não te conhece ou se te conhece desconhece a tua formação e verticalidade. E a tua inteligência que não te faz embarcar em "vendettas" mafiosas e invejosas. Merdas anónimas são sempre reflexos do ódio e da maldade e não expressão de um problema e traduzem imediatamente o carácter e comportamento execrável dos autores. Não seria mal pensado, da parte dos visados, uma queixa ao Ministério Público…
 
António Luís, o Xico Santana (lembro-me muito bem dele, no Circulo Cultural, um músico de gabarito!) e o António Raposo, representaram com extrema dignidade a Orquestra Ligeira de Cabanas e o movimento associativo e cultural e não só do Concelho de Palmela, do qual a Orquesta é, sem margem para dúvidas, um genuíno veículo promocional e um espelho do que a carolice, a força de vontade, o saber e a competência conseguem, mau grado a invejice aguda que, parece-me, tenta surtidas pela calada e procura arregimentar outros tolos para a destruição de algo solidamente organizado e instalado definitivamente na aceitação popular, que não lhe tem regateado palmas, elogios e apoios. E, se calhar, é aqui que está o busiles da questão, a razão das acusações anónimas, dos vómitos mentais como esse que chegou à Rádio PAL e cujo destino foi, e muito bem, o lixo.
 

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Os cagões anónimos até têm cadeira própria...

Expresso toda a minha solidariedade para com os elementos que formam a ORQUESTRA LIGEIRA DE CABANAS e desejo que os deuses (e os mecenas e os autarcas e os Amigos e o público em geral…) continuem solidamente a apoiá-la e a repudiarem fortemente todas as tentativas reles que buscam manchar o seu bom nome e o seu reconhecido trabalho em prol da cultura e do entretenimento popular.
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Os camaleões cagões andam à caça...

Mais uma vez o Arestas de Vento foi polémico. Polémico porque é defensor acérrimo da BOA cultura e dos BONS interpretes e não deixa que lhe façam ninho atrás da orelha. Polémico porque levou à antena uma entidade cultural com sólidas estruturas e aceitação da parte do público. Polémico, porque a POLÉMICA também causa inveja e comichões aos santinhos de pau-carrunchoso.
 
Um abraço.
 

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
etcetal.blogs.sapo.pt
sempreemluta.nireblog.com

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Tue, 20 May 2008 20:59:39 +0000