CRÓNICA (2 Maio)
Aproveito para agradecer ao velho amigo Ricardo Cardoso, à grande senhora Céu Campos (verdadeiras almas deste acontecimento), à Câmara de Palmela, na pessoa do meu amigo Adilo Costa (...)
QUANDO O 13 É NÚMERO DE SORTE
Fernando Manuel Pereira e alguns trabalhos plásticos da sua autoria a expor, dia 3 de Maio, no 13º Festival da Canção Infanto - Juvenil de Palmela
Como tem sido amplamente noticiado por diversos meios de comunicação social, o Programa Arestas de Vento e o Grupo de Teatro Espelho Mágico, vão realizar já no próximo dia 3, o 13º Festival de Palmela da Canção Infanto-Juvenil, evento que de ano para ano (e neste parece ter rebentado a escala) vem ganhando mais e mais concorrentes, mais colaboradores voluntários e mais espectadores, abrindo assim, segundo me parece, um novo ciclo na área artística e cultural do Concelho, do Distrito e, muito provavelmente, a nível nacional.
Este evento, em boa hora apoiado pelo município local e por duas juntas de freguesia do concelho de Palmela, conta também com o apoio do Governo Civil de Setúbal (onde se encontra uma Governadora Civil que sempre tem apoiado a Cultura), pelo Inatel (que melhor deveria olhar para este Festival, com lentes de ver ao perto) e entidades particulares, como é o caso da Cáritas Diocesana de Setúbal .
Nos primeiros contactos que tive com o Grupo Espelho Mágico, uma das componentes deste Festival, fiquei impressionado com a forma simples como ocupava as crianças, dando-lhes outras opções, além da rua, da TV e da Internet. Foi com agrado que fui observando e entendendo o desenvolver do lado artístico dos pequenos actores e testemunhando a forma como recebiam, da parte dos coordenadores, orientações sublimares sobre os malefícios das drogas, do álcool, de comportamentos sociais incorrectos e censuráveis. Lembro-me de uma mãe que um dia me confidenciou que a filha, depois de ter ingressado no Espelho Mágico, até passou a ter notas melhores na escola… Este exemplo, por si só, leva-nos a reflectir sobre questões morais e sociais e é mais uma razão para que este grupo cénico tenha os apoios que merece, por mérito próprio e não pela cor das opções políticas dos seus responsáveis, independentemente de quem esteja no poder.
Mas não pensem que este grupo só se preocupa com a juventude. Alguns adultos encontram aqui um ombro amigo para chorar desditas e desabafarem o que lhes vai na alma. É o outro ângulo da pedagogia educativa do grupo de teatro que consegue rectificar, e tantas vezes moldar, um ou outro comportamento menos sociável, já que todos têm que ser exemplos para todos e não pode haver uma pequenina erva daninha a destoar no trigal.
Pela parte que me toca, é com imenso agrado que mais uma vez participo neste Festival, quer com uma composição em parceria com o meu amigo maestro Augusto Rodrigues, quer com uma mostra de pintura em tela, que irá ser inaugurada no intervalo do Festival. Aproveito para agradecer ao velho amigo Ricardo Cardoso, à grande senhora Céu Campos ( verdadeiras almas deste acontecimento), à Câmara de Palmela, na pessoa do meu amigo Adilo Costa, e aos amigos presidentes das Juntas de Freguesia de Palmela e Marateca, Fernando Baião e Faustino Santos, pelos apoios e incentivos concedidos e pela forma desempoeirada como entendem e apoiam na prática a Cultura Popular, no caso vertente, o Festival da Canção e todas as actividades que o enfeitam. Para todos, o meu sentido OBRIGADO!
FERNANDO MANUEL PEREIRA

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