ISRAEL E A FAIXA DE GAZA
A propósito da guerra que rebentou mais uma vez no Médio Oriente, localizada no "quintal dos fundos" de Israel, zona também conhecida por Faixa de Gaza, uma das regiões de maior densidade populacional do mundo, e que coloca frente a frente as poderosas forças israelitas, apoiadas e financiadas pelos EUA, com os seus aviões-caça, helicópteros e aviões telecomandados e marinha de guerra, e os chamados "terroristas" do movimento islâmico Hamas, somos diariamente confrontados com notícias e imagens de puro terror vividas pela população civil palestiniana.

São, até hoje, mais de mil mortes, milhares de feridos, fome e falta de medicamentos, prédios em escombros, destruição das redes de energia, da água e dos esgotos, dos telefones, dos edifícios governamentais, mesquitas e escolas. Numa palavra: estamos a testemunhar a destruição total de uma sociedade, a morte da memória, da história e da identidade do povo palestiniano. Com a sistemática recusa em encaminhar o conflito por vias diplomáticas, a força das armas nunca será solução. Israel, penso, tem que se aproximar do consenso da Comunidade Internacional e tem de respeitar a lei internacional e grande parte da sua população deixar de pressionar o exército a continuar a destruição de pessoas e bens palestinianos.
Existem em Gaza milhão e meio de desempregados, famintos e humilhados – é contra eles que Israel combate, acusam muitos analistas, acrescentando que quando Israel mata civis, não é terrorismo, mas sim "legítima defesa"…
A preocupação é natural: será que estes ataques não têm como objectivo principal provocar baixas civis e a expulsão, a longo prazo, dos palestinianos de suas terras?
Todos os anos, a Assembleia da ONU vota uma resolução intitulada "Solução Pacífica para a Questão da Palestina" e sempre com o mesmo resultado: de um lado, o mundo inteiro a favor de uma solução pacífica; do outro lado, Israel e os EUA, mais umas ilhas desconhecidas, contra. Significativo!
Com uma população com mais de 50% de crianças, são estas crianças que merecem serem protegidas da carnificina e destruição que a guerra transporta. É por isso que recuso a violência de ambas as partes, porque não há mortes inocentes mais valiosas que outras. É por isso que apelo a um reforço da luta pela Paz, para não tornar esta guerra, uma guerra sem fim!
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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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