A OCULTA FILHA DA PUTICE
Não gosto deles e graças a Deus que esses abortos não gostam de mim: papel higiénico em dia de feijoada, o uso que democraticamente lhes dou.
O CHEIRO QUE ELES TÊM

A OCULTA FILHA DA PUTICE
Vamos lá perceber o que move certas pessoas para as tornar invejosas e filhas da mãe (o pai é desconhecido) e sejam capazes das maiores traquinices em simultâneo com o avio de palmadinhas melosas e sorrisinhos de farinha amparo, como se o mundo lhes devesse vassalagem ou o décimo terceiro mês. É muito difícil, dir-me-ás. Não tens razão. É muito fácil perceber. A incompetência, o salivar de intriguinhas e outras semelhantes paneleirices, o bota-abaixo à socapa, a chulice pegajosa e acomodada que lhes serve de assento, não os torna invisíveis, pelo contrário, é isca que os agarra e os tráz à tona, para a fotografia que os celebrizará, condenando-os.
São visões embaralhadas de pobres fracos, cagadinhos sem projectos, sem inteligência e principalmente sem terem provado o cházinho da ordem, quando rapazotes de bibinho a brincarem às casinhas cor-de-rosa, no vão de escada da existência.
Tão certo como as pontes se reflectirem nas águas dos rios em dias de sol ou luar, essa malta desfribrada, mamona e inculta, parente daqueloutra que se esvai no cano de esgoto de vida, por muita miss(a) que consuma, nunca chegará a tempo de se salvar, mesmo alongando o tempo, fazendo do tempo, esponja.
Partilha e desafio, solidariedade e amizade, companheirismo, para não irmos mais longe, são palavras vazias, conceitos de fancaria, à dúzia é mais barato. E lá vão vivendo nos subterrâneos multiusos, sem dignidade, tristes exemplos de mediocridade vegetal, a vegetar nos limbos do limbo, odres de veneno, apesar do aspecto quase humanóide. São estes os verdadeiros filhos da puta e não os filhos da puta verdadeiros.
Não gosto deles e graças a Deus que esses abortos não gostam de mim: papel higiénico em dia de feijoada, o uso que democraticamente lhes dou.
Por tudo isto que fica aqui escarrapachado e por mais algumas coisinhas que sabemos mas que ainda não podemos utilizar como som do trombone, vais continuar, Amigo Ricardo, a contar com a minha Amizade e Solidariedade. E um dia, numa roda de bons e velhos amigos, ainda nos vamos rebolar a rir disto tudo, já que somos pessoas de bons usos e costumes. Se bem que a vontadinha seja outra. Mas enfim!...
Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

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