ARESTAS DE VENTO, rádio PAL, domingo 8
SOCIALISMO MAQUILHADO
Semana de protestos esta que está a acabar. Uma moção de censura contra a política económica e fiscal praticada pelo governo do senhor Sócrates, apresentada no Parlamento pelo CDS, partido que até dá a impressão que nada tem a ver com o descalabro a que este Pais chegou, e 200 mil trabalhadores na rua a gritarem a uma só voz contra o desemprego e a carestia de vida, contra as propostas de revisão do Código de Trabalho, contra os ataques governamentais que tentam atingir direitos adquiridos, contra o desemprego e a fome, pelo direito ao pão e à educação.
A crise económica que afecta o País, certamente não fustiga os bolsos e as casas de certos políticos de pantufa e parece que ainda há quem se sinta agradado e agradecido com as políticas enviesadas deste governo, que nada têm a ver com socialismo, mesmo com aquele socialismo que Mário Soares um dia meteu na gaveta. É voz corrente que nunca tão poucos ganharam tanto à custa de tantos. Todo o País tem a percepção de que existe mesmo uma crise, por isso penaliza a credibilidade desta política económica com rótulo de suicida, que não permite máscaras nem ilusionismos propagandísticos, mau grado o esforço que o marketing político e a manipulação de alguns meios de informação, tem vindo a fazer.
Portugal não consegue superar uma crise que nos empobrece e avilta, obrigando a fugir para o estrangeiro, 34 anos após Abril, milhares de portugueses, à procura de melhor sorte, enquanto por cá presidentes de empresas ganham em média mais de 22 mil euros mensais, 30 vezes mais que o rendimento médio dos trabalhadores. Maquilhagens à moda desta espécie de socialismo.
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A crise que o Governo bem tenta disfarçar e até negar, mostra à saciedade que este governo falhou. Crise é uma coisa a que os portugueses já estão, infelizmente, habituados. Já passámos por muitas e têm sido sempre os mesmos a saírem rotos e nus: o Zé Pagante, governado há 30 anos por partidos que de tempos a tempos se revezam no governo e utilizam a Assembleia da República para as suas desditas e confusões. Cada um destes partidos se queixa da "pesada herança" que recebeu, mas a sua prática política diária denuncia a estratégia de degradação progressiva a que chegámos. É tempo de união e de luta, de dizemos NÃO a esta política miserabilista que nos corta cerce o direito a sermos gente. Por nós e pelos nossos filhos!
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FERNANDO MANUEL PEREIRA
etcetal.blogs.sapo.pt
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