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PALAVRAS no VENTO
Assim como a maquilhagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso.

30/07/2008 GMT 0

Cirurgião MACHADO LUCIANO, um Homem de causas e de convicções

fmp @ 10:41


Dr. Machado Luciano, entrevistado pelo Programa Arestas de Vento


AS MARÉS MUDAM. OS HOMENS BONS, NÃO!!!


Já não é a primeira vez que fico admirado com o desassombro e com a coragem que o Dr. Machado Luciano imprime às suas palavras, sempre que o assunto é Setúbal, ou ligado a Setúbal. Numa entrevista temperada de sal e pimenta na dose certa, pela mão do "mestre" Ricardo, bem batido e conhecedor desta "cozinha" regional, a que uma certa dose de experiência e de saudável matreirice deu cor, com um "ajudante" cinco estrelas, trouxe-nos à antena temas de perfeita actualidade que são preocupações dominantes dos cidadãos setubalenses e a que muitos politiqueiros e seus sanguessugas, gostariam de ver pelas costas. POLIS, (o actual nada tem a ver com o projecto inicial!), Feira de Sant'iago (cuja entrada é do pior, do pior que já me foi dado ver!), o desempenho político do actual Executivo comunista do Município Sadino (uma autêntica tristeza!), a sua nobre postura e firmeza na defesa de Ideários e Amizades  (nunca, em nenhuma circunstância, virou a casaca!), as próximas eleições autárquicas, (o eleitorado vai decidir pelo cansaço e pela frustração, mais do que pelo mérito dos candidatos, é minha opinião!), os problemas com que os trabalhadores autárquicos se vêm a braços, (e as "perseguições políticas" não são recentes, que o digam, entre outros exemplos, os "corridos" Pedro Namora e Carlos Sousa!), de tudo foi falado, com grandeza, firmeza e honestidade.
O Doutor Machado Luciano sabe muito bem que as marés, na política, mudam rapidamente. Mas os Homens verdadeiramente Bons nunca mudam a sua verticalidade. Muito pelo contrário. E o Dr. Machado Luciano sempre foi um Homem Bom. E continua a sê-lo!!!
Presto-lhe as minhas homenagens, agradecendo-lhe a grande lição de vida com que distinguiu todo o vastíssimo auditório do nosso Arestas de Vento, o tal programa que escalda a galinhola mioleira dos idiotas e dos oportunistas!

Fernando Manuel Pereira

Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt

29/07/2008 GMT 0

Dia 27|Julho|ARESTAS DE VENTO|www.palfm.pt

fmp @ 11:42


POR UNS, PAGAM OS OUTROS…



Num país, onde cerca de dois milhões de pessoas está à beira da pobreza, com uma inflação real acima do valor anunciado pelo Governo, onde a crise alimentar e o aumento dos preços afecta directamente as famílias mais desfavorecidas, não restam dúvidas que este cenário estimula fortes e justas críticas aos políticos, a todos os políticos.
A pobreza é uma triste realidade que cresce todos os dias no nosso País, onde a desigualdade entre ricos e pobres, com um quinto da população a viver abaixo do limiar da pobreza, não parece chocar o poder político, alheado desta triste realidade.
Na Dinamarca, país que serve de inspiração a muito boa gente, existe na cidade de Copenhaga um Museu da Pobreza, o primeiro no Mundo, como se a pobreza fosse matéria para se relegar a coisa de museu… Até parece que se pode condenar a pobreza persistente, como se a pobreza fosse miserável, uma vergonha. As pessoas não devem ser desprezadas, porque desprezá-las é agravar ainda mais o problema. Lembro-me que, antigamente, na Igreja de S. Domingos, em Setúbal, havia uma caixa de esmolas com a inscrição "Pão de Santo António". Pois, com todo o (pouco) dinheiro apurado, comprava-se o pão que era distribuído pelos pobres. Pobres auxiliavam pobres…

Em 1996 foi criado o Rendimento Mínimo, agora Rendimento de Inserção Social. Desde que começou a ser pago, o número de beneficiários aumentou velozmente. Esta prestação social pretende garantir às pessoas e seus agregados familiares, condições mínimas para a satisfação das suas necessidades essenciais. Acredito, não obstante, que deverá haver abusos, falcatruas mesmo, o que não me impede de apoiar esta medida. Mas há o reverso da moeda: o facto deste rendimento poder retirar a alguns a capacidade de trabalho e a outros manter a sua permanência na rua. Mas também conheço casos em que indefesas crianças já não vão para a escola em jejum e de famílias pobres a quem este "auxílio" veio tornar menos negras as suas vidas. Neste País de pobres cada vez mais pobres, onde os depressivos têm vendas em alta, quero crer que se não fosse o Rendimento de Inserção Social, com todos os conhecidos cadilhos que transporta, Portugal ainda estava mais miserável, triste e pobre. Não é por acaso que a solidariedade está expressa na nossa Constituição…



Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt

21/07/2008 GMT 0

UM RAIO DE SEMANA, ESTA

fmp @ 17:00

Para tornar mais florido este grupo coral, lá aparece o gavião FMI, Fundo Monetário Internacional, a alertar os lusitanos a pouparem mais. MAIS UM SANTO DE PAU CARRUNCHOSO?

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Semana exemplar, esta que está a acabar. O governo a avançar com a proposta de um chip para os automóveis que permite às autoridades detectar uma série de irregularidades – e violar a nossa privacidade. O Constâncio, governador do Banco de Portugal, que paga os almoços com cartão da empresa, que tem um ordenado chorudo e mais algumas mordomias vitalícias acumuladas, a afirmar publicamente que não devem haver aumentos salariais, enquanto causa o reavivar do debate em volta do nuclear que ocupou durante alguns dias as atenções de políticos e cidadãos, afastando-nos do que é importante debater, a crise em que governantes, políticos e mixordeiros mergulharam o País, com o nosso Cavaco, presidente da República, "muito preocupado", a apelar para que os portugueses não baixem os braços e não se deixem atingir pelo desânimo ou pessimismo, face à crise que alastra como cancro. Para tornar mais florido este grupo coral, lá aparece o gavião FMI, Fundo Monetário Internacional, a alertar os lusitanos a pouparem mais, para limitarem o nosso celebérrimo défice externo. E o Papa, Bento XVI, preocupado com a delapidação que os recursos naturais do planeta estão a sofrer, "devido ao consumo insaciável", e a exortar-nos para uma maior defesa do ambiente – enquanto numa África, sem preservativos, sem sementes e sem adubos, a sida aumenta incontroladamente e a fome mata milhares de africanos. Agora, da Rússia, para fechar a semana com chave de ouro, vem a notícia que muita boa gente esperava hà décadas: uma organização de comunistas de São Petersburgo, quer CANONIZAR o ditador José Estaline, que governou a União Soviética entre 1924 e 1953, deixando atrás de si milhões de vítimas e que, à semelhança do que aconteceu por cá com o ditador fascista Salazar, num idiota concurso televisivo, está em segundo lugar, com 263 mil votos, no programa "Grandes Heróis", destinado a eleger a personagem mais relevante da história do País. Tudo isto até nos faz esquecer a actual queda do preço do petróleo!... Mas que raio de semana esta! Um abraço.

Fernando Manuel Pereira 

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20/07/2008 GMT 0

DOMINGO, 20 de JULHO

fmp @ 18:25

O ARESTAS DE VENTO FEZ, MAIS UMA VEZ, A DIFERENÇA, RECEBENDO , POR CONTA DESTA MODERNIDADE EUROPEIA, TÃO, TÃO BOAZINHA, O PRESIDENTE DA CÁRITAS, DR. EUGÉNIO DA FONSECA 

NO REINO DOS AFECTOS E DAS UTOPIAS REALIZÁVEIS ...

Gente com carência de meios para viver, xenofobia e desemprego LUSO.Tudo aos domingos, no Arestas de Vento, entre as 11 e as 14h, na Pal fm 102.2 e em www.palfm.com

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 SER SOLIDÁRIO NÃO É SÓ DAR PÃO…


Todos nós temos o dever de exercer o direito de sonhar com um mundo melhor, porque este sonho deixou de ser utopia, passou a ser compromisso com a luta por uma sociedade assente em princípios de justiça, de igualdade e de solidariedade.
No tempo dos gregos, havia a "amizade cívica"; os cristãos partilham a fraternidade e o amor ao próximo, porque a solidariedade tem que ser algo que vá para além do mero sentimento de pertença. Tanto é solidário quem recolhe géneros num supermercado, como aquele que socorre um mendigo ou chama uma ambulância para um necessitado. Solidário, tanto é quem perdoa como quem dá uma palavra amiga em momento menos bom. A solidariedade acompanha quem vai a um lar de idosos oferecer alguns momentos de alegria para vencer a solidão ou o abandono, ou quem vai a um hospital deixar uma palavra de alento ou de encorajamento. A solidariedade manifesta-se de diversas formas.
Da entrevista que o Dr. Eugénio da Fonseca deu ao programa Arestas de Vento retive um ponto central: a solidariedade nunca se conjuga com a indiferença. Numa lúcida e instigante análise sobre a pobreza e a desigualdade, partilhou connosco toda a sua experiência no terreno. E, mais uma vez, deixou-nos pistas, reflexões, pensamentos e formas de como ajudar o próximo, porque, afinal, solidariedade é sabermos viver juntos, sabermos partilhar alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, porque, no fundo, a solidariedade é, em grande parte, responsável pela sobrevivência humana…
Não podemos modificar o Mundo, mas podemos, certamente, mudar o pequeno mundo que nos rodeia. Esta, quanto a mim, a grande lição que o Dr. Eugénio da Fonseca nos deixou para sobre ela reflectirmos conscientemente.

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Fernando Manuel Pereira

Poeta/ Setubalense/

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14/07/2008 GMT 0

UMA ENTREVISTA COM ETIQUETA E BOAS MANEIRAS

fmp @ 16:31

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POPULAR SEM SER POPULARUCHO

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Não sendo brinquedo de fim-de-semana, o programa Arestas de Vento é pensado ao pormenor, na tentativa de melhorar semanalmente a qualidade das suas emissões, porque esta qualidade trás por acréscimo o aumento da audiência, e a seriedade que o identifica e nos faz identificar com ele.
Penso ser o Ricardo Cardoso e a Céu Campos semi-profissionais de rádio, devido ao empenho e experiência que ao longo destas duas décadas acumularam: porque isto de rádio tem, quanto a mim, mais de prática do que de teoria…

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Arestas de Vento é um programa popular com popularidade, sem ser necessário, para isso, servir "pão e circo". Não há preguiça neste programa, que se move, cresce e subsiste com alguma saudável dose de loucura, pelo atrevimento, pela actualidade, pela animação cultural, quantas vezes pelo "mexer" com interesses culturais (e outros...) instalados… Sabendo "casar" conteúdo com forma, aumenta a temperatura da polémica, seu verdadeiro fato domingueiro, alimenta a cultura do debate - não se esgotando aqui - com imaginação, sem dramatismos de cebola, sem palavrórios remendados, sem superficialidade. Tem  rompido esquemas, inovado, inventado. As últimas entrevistas, para não irmos mais longe, provam isso mesmo.

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A entrevista à conceituada cantora (professora, pintora, actriz…) Piedade Fernandes, foi uma entrevista com etiqueta e boas maneiras, com linguagem adequada, formal: uma entrevista com traje de cerimónia, onde o paradoxo "saber fazer" versus "saber pensar" aprofundou novo sabor. Divertiram-se ambos, entrevistado e entrevistador, souberam colocar cores no preto e branco da vida, trouxeram à ribalta recordações de outros tempos e canções de todos os tempos. Só por isto, valeu a pena ouvi-lo!!!

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Fernando Manuel Pereira

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13/07/2008 GMT 0

ASPIRINA É SOLUÇÃO?

fmp @ 13:36

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O País real é outro, é o país da má governação onde os seus habitantes vivem com dificuldades acrescidas, sem que se vislumbre soluções para atenuar as carências, cada vez mais individuais, com salários e rendimentos abaixo da inflação.

ASPIRINA É SOLUÇÃO?

Sócrates disse de si mesmo que não era arrogante mas sim firme, numa entrevista higiénica e bem agasalhada que deu um destes dias à TV de todos nós. Mordam-se, portanto, os calvinistas políticos que só sabem atacar Sócrates, 1º ministro de um Governo de maioria absoluta, cujos quatro anos de governação irão fazer uma paragem já em 2009. Sem o vigor de outrora, mesmo assim José Sócrates bateu-se com alguma garra, mas não convenceu a maioria dos telespectadores/eleitorado. Ficámos todos a saber que tudo o que correu bem foi mérito do Governo e tudo o que mal correu foi maldade do mundo. Não admira que a oposição, esse bicho de sete cabeças que lhe dá cabo da cabeça, incluindo a oposição da classe política que tem mantido e até aumentado os seus ordenados, subsídios e ajudas-de-custo, tenha torcido o nariz às soluções apresentadas pelo governante para minimizar ou colmatar os problemas que estão a mergulhar o País numa profunda e aprisionada crise e a fazer oscilar a Europa imperial.


Portugal estava necessitado de profundas reformas, é certo, mas dispensava bem o fosso cavado entre ricos e pobres, que o transforma num país ao sabor da corrente globalizadora neo-liberal, gerando enfermidades individuais e colectivas, criadora experiente de bolsas de marginalidade, de pobreza e de desemprego.

Sócrates, que tinha um saldo de imagem que atingia os 52,2% aquando das últimas eleições, anda agora pelas ruas da amargura e da incerteza. A sua declaração ao País foi como aspirina para um doente em estado quase comatoso. O imposto sobre as mais valias das petrolíferas para ajudar as famílias mais carenciadas, é um exemplo, como se o dinheiro caído nos cofres públicos tivesse cor ou cheiro…
Entretanto, prepara decretos-lei onde garante aos diplomatas direito a serem reembolsados, mensal e integralmente, das despesas com a educação dos filhos, adoptados e enteados, menores de 18 anos; isto é, põe-nos a nós a pagar a educação dos filhos deles, enquanto os nossos vêem fechar escolas e aumentar as despesas com livros, material escolar e transportes. E depois não gosta de ouvir dizer que este Governo, com estas benesses, continua a criar uma elite de cidadãos… São mordomias a mais num país em crise, crise de que Sócrates pretende desresponsabilizar-se. Este País descontente e em luta diária, onde todos os sacrifícios são pedidos aos trabalhadores e às classes médias, com os grandes grupos económicos a verem aumentar os seus lucros, já está farto de demagogias pinóquianas e sem vontade para rir quando ouve o primeiro ministro afirmar que "o País está melhor do que antes"… O País real é outro, é o país da má governação onde os seus habitantes vivem com dificuldades acrescidas, sem que se vislumbre soluções para atenuar as carências, cada vez mais individuais, com salários e rendimentos abaixo da inflação.

Já fui enganado uma vez. De certeza que não serei mais!!!

Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

30/06/2008 GMT 0

UM GRANDE SACANA, MAS UM EXCELENTE ACTOR...

fmp @ 22:21

…ELE ATÉ SABE DIZER POESIA!!!

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Nunca me habituei a ver o Fernando Guerreiro somente como actor. Havia (e há!) nele um inesgotável potencial, parte ainda escondido, que seria de bom senso aproveitar em prol da cultura desta cidade de Setúbal que, por vezes, devido à indiferença de certa gentinha a prazo ou cavalarmente idiota que, de tão mal fornecida de agentes e promotores culturais anda claramente famélica, se dá ao vexame de pôr de lado incontestados, experientes e aceitáveis valores setubalenses…

 

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Numa conversa onde um certo gozo se mostrou salutar, roliço e gostoso, ficou provado que o entrevistado quando nasceu apanhou o Universo desastradamente em preguiça divina, e acabou por ser perfilhado pelos deuses, daí a forma escorreita e frontal como sempre tratou a vida, as idas ao teatro em grupo familiar, um piquinho de educação aburguesada, os dissabores, as traições, as intrigas, a cultura, a tropa, a saúde, os bancos de escola, as sessões quase clandestinas de cinema, a Praça de Bocage e a praia da Albarquel, a Poesia e a TV, algumas ameaças, certas insónias e certas estórias. (Os petiscos e as cervejas também contam, isto para não falarmos de outras maldades…)
Claramente entendido que o Fernando Guerreiro actor alberga dois personagens: interpreta um, deixa o outro ao cuidado dos espectadores, num alumbramento de faz-de-conta, sem estética intelectualizada, num cúmplice piscar de olho, cordão umbilical a que se deve, a par da competência, conjugando a arte com o profissionalismo, o sucesso que alcança junto do público, sempre que pisa um palco.

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A entrevista foi um manjar sem esquizofrénicas acusações, sem abstinências, em alguns momentos alvoroçada, mas sem safadezas, bem espicaçada pelo dono do microfone, sem conversetas dúbias, inodoras e sem sabor. Com a despretensão do costume, Ricardo Cardoso tornou a acertar na escolha do convidado, (e "eles" a pensarem que o Arestas de Vento era um programa decorativo…), um grande sacana, diga-se de passagem, mas um excelente actor, encenador de mérito que vai deixar escola, criador de espaços tertulianos, reinventor na concepção como matriz de todas as utopias. Continua a viver alimentando sonhos, sonhando encontrar nos seus sonhos recorrentes o "tal" projecto abrangente que, como escrever um livro ou plantar uma árvore, deixe neste mundo, indiscutivelmente, a sua assinatura.

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Obrigado, Amigo Fernando Guerreiro, por teres partilhado comigo a tua entrevista, dizendo algumas poesias da minha modesta autoria, de forma magistral, valorizando-as. Só por isto, mereces um lugarzinho no Céu…
 E por falar em Céu, adorei a activa e visível participação da Céu Campos que, em conjunto com Ricardo Cardoso, tiveram paciência para nos aturar durante duas (curtas) horas.
Um abraço para todos.

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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CRÓNICA DOMINGUEIRA

fmp @ 22:10

 OU VAI OU RACHA

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Há quem se considere na dependência de um poder que nos dispensa da canseira de pensar e nos promete todos os mundos e todos os fundos: estímulos à economia chutando para fora a pobreza, óptimo tratamento da nossa saúde, baixa do desemprego, pão com manteiga e cházinho de tília, que nos põe contentes e satisfeitos por existirmos.
Sei que sou vítima do "monstro" que ajudei a criar: a maioria absoluta socialista que conferiu a José Sócrates uma arrogância raramente vista e lhe entregou de mão (na rosa) beijada, as rédeas deste rectângulo, a que almas mais pias apodam de sítio, prenhe de promessas, promessas como canto antigo de sereias chegando de mansinho aos ouvidos do povo desprevenido.
Na classe média (onde ainda não subi…) o desespero e a revolta estão mesmo, mas mesmo a rebentarem a escala: as dívidas bancárias andam agitadas no mar encapelado da alta das taxas de juro a caminho dos 6% e com o petróleo a ter tiques de prostituta requisitada, aumentando diariamente. Em 2009, lá vai o 1º Ministro José Sócrates enfrentar uma classe média cujos azeites lhe chegaram ao nariz, deprimida e, simultaneamente, enfurecida.
Se o País ficou durante uns dias nas mãos de um pequeno grupo de patrões camionistas, Sócrates está refém duma classe cuja vida pacata já deu o que tinha a dar e agora se recusa a mais sacrifícios e não está disponível para mais "canções do bandido" ou canções de "amanhãs que cantam".
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Agora vivemos tempos de patriotismo sazonal, com janelas enfeitadas de bandeiras e emigrantes a ganharem direito à nacionalidade; tempos relevantes a ver crescer sentimentos anti-EUA e anti-EU, com sindicatos e corporações a perceberem que o Estado de Direito está mais torto do que nunca. Fazemos todos parte duma tribo, camionistas e taxistas, pescadores e agricultores, funcionários públicos e desempregados, todos coabitando um país formado por um filho de francês e de espanhola, D. Afonso Henriques.
Ao cidadão atento, torna-se claro que uma porta foi fechada com estrondo e que governar com os olhos subservientemente postos em Bruxelas, apenas e só pensando no equilíbrio das contas, forçou a nota, por falta delas, e nos encontramos na difícil situação de carência que nem o melhor botok conseguirá disfarçar. Ao longo da Europa, os políticos, profissionais ou de Entrudo, estão a recomeçar a perceber que não se pode governar desprezando as pessoas… A seu tempo aprenderão a lição!

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
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25/06/2008 GMT 0

UMA CONVERSA À LAREIRA, ENTRE POETAS E ACTORES

fmp @ 00:04

A ENTREVISTA DO PASSADO DIA 22 DE JUNHO, NO PROGRAMA ARESTAS DE VENTO, A DOIS POETAS E A UM ACTOR TEATRAL, SIMULTANEAMENTE, FOI TÃO SERENA, TÃO SERENA... 

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BACALHAU É PEIXE
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Uma entrevista que me fez lembrar um jogo de miúdo, (quente, frio, morno, lembram-se?) mas interessante devido ao contraste cultural e pessoal entre os três entrevistados e onde ficou bem edificado o conceito genuíno de cultura popular, como verdade de sempre, acessível, mantida e partilhada. Vozes irmãmente discordantes, sem espaço para pessimismo, cada um à sua maneira a nunca desistiram de lutar por ideais e conceitos; em certos momentos deram a sensação de um jogo de palavras que escaparam ao papel, sem silêncios, pontapés dados à opacidade intelectual. Uma aliança entre a palavra e o gesto, a poesia e o palco da vida, como um teatro, com a colaboração de Céu Campos e a cumplicidade de Ricardo Cardoso. E nós como espectadores. Todos nós, no fundo, como espectadores.
Afinal, também se pode denunciar uma marcha que, contra os próprios regulamentos, é premiada e publicada. Os santos populares hão-de perdoar… E confessar descobrir um palco feito sonho e rumo. E versejar entre o céu e a terra, lá onde a inspiração nos sacode.
Agradeço as referências, no programa, que cordialmente me fizeram. Não mereço tal distinção. Sei que a amizade que me liga aos entrevistados poderá ter sido cúmplice das opiniões, lisonjeiras, expressas. O meu abrigado aos três.

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Uma pequena explicação para um "certo" povo, calmo e sereno: só escrevo e digo o que quero e sinto. E assumo por inteiro as minhas opiniões, até as minhas divergências. Há quem possua uma noção errada do que seja critica, como se quem critica se estivesse a opor a alguém ou a alguma coisa, esquecendo que a critica não é mais do que um diálogo entre duas pessoas sobre determinado assunto. A minha independência de pensamento torna-me imune às cagádas existenciais de alguns pobres de espírito que vegetam no semi-anonimato, recobertos com o creme do carácter sem eixo, mas com varais carroceiros que lhe induzem à sebosa arrogância de quem acorda de manhã convencido de que o mundo está contra eles e procuram com argumentos de papagaios de papel negar o evidente, como se os outros não tivessem olhos e OUVIDOS e dois dedos de inteligência… Acabei de me referir a um diabito que, na ausência do rei, continua a mandar no reino… É assim que, por vezes, começam os contos onde se falam de anões e duendes, fadas más e bruxas feias. Coisa que não tenciono fazer.
Parabéns ao Ricardo e   á Céu e aos seus convidados pela óptima entrevista com que nos brindaram!

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FERNANDO MANUEL PEREIRA
etcetal.blogs.sapo.pt
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22/06/2008 GMT 0

Texto NÃO lido, dia 22 de Junho. Foi substituido, pelo responsável do programa, por um outro, do mesmo autor...

fmp @ 11:17

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Porque há "coisas" que por desconhecimento passam ao lado da maior parte dos ouvintes, achei-me no direito de tornar públicas estas considerações e suspeições. Eu não acredito em bruxas, mas lá que as há, há!

QUEM QUER CALAR O PROGRAMA ARESTAS DE VENTO?

Tem provocado algum apaixonado debate e confusão justificada, as "brancas" que no passado domingo pousaram e interferiram na frequência, alarvemente, deste nosso programa, impedindo a sua audição durante largos minutos, por diversas ocasiões e em diferentes zonas. Porque estas estranhas interrupções não são, infelizmente, caso virgem, pessoalmente questionei-me se não estaríamos mais uma vez perante uma espécie de boicote planeado pelo "sistema" para de uma assentada desgastar, ou calar, duas vozes incómodas: a do próprio programa e a da sua convidada, a conhecida deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Aiveca.
Neste emaranhado mundo da radiodifusão, recheado de interesses escondidos que vão desde os políticos, passando pelas invejas pessoais e tentativas de progressão espezinhando a torto e a DIREITO, indo até aos claramente religiosos, todo o tipo de colisão é possível e previsível. Só a programação pimba e apimbalhada não suscita invejas nem retaliações; é masturbação aceite, praticada e aconselhada.

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Casualidade, coincidência, advertência género "porta-te bem e vê lá quem levas aí", simples avaria momentânea, mãozinha de bruxa bamba com rosa ao peito, acto leviano de aprendiz de santinho milagreiro em nicho local, oficial engraxador a mamar "à conta do orçamento", ou acção de personagem de banda desenhada com martelo na mão, na verdade este ARESTAS DE VENTO está a tornar-se a cada emissão que passa, um verdadeiro e inevitável furacão radiofónico, com a declarada e assumida missão de agitar as mentes acomodadas e sinalizadas. Todos sabemos que a prática da rádio livre esteve sempre ligada ao conflito, com interesses e monopólios, culturais e outros, a tentarem interferir no direito dos cidadãos à liberdade de expressão, à denúncia de situações extremas e ao desenvolvimento da sua luta por melhores condições de vida, como tem feito desde sempre este espaço radiofónico que todos os domingos uma equipa chefiada pelos radialistas Ricardo Cardoso e Céu Campos leva até vós. Programa público de interesse colectivo (e é só consultar os comentários inseridos no blogue do Arestas de Vento!), que, sem perder de vista os estatutos e os objectivos estratégicos da Rádio PAL, ou talvez por isso mesmo, é um dos espaços de radiodifusão sonora mais respeitados e dinâmicos do nosso País, a que a Internete veio dar uma colossal ajuda, colocando-o ao alcance de qualquer um, em qualquer parte do mundo.
Porque há "coisas" que por desconhecimento passam ao lado da maior parte dos ouvintes, achei-me no direito de tornar públicas estas considerações e suspeições. Eu não acredito em bruxas, mas lá que as há, há!

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Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

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