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PALAVRAS no VENTO
Assim como a maquilhagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso.

Arquivo: Maio 2009

24/05/2009 GMT 0

CRÓNICA ARESTAS, 23 Maio 2009

fmp @ 12:26

Nestas ocasiões os políticos, à direita e à esquerda, aproveitam-se para contabilizarem mais uns votos, dizendo meia dúzia de bacoradas e de lugares comuns para uma câmara de filmar, sem contudo avançarem soluções(...)

A BELA VISTA E AS AUTÁRQUICAS

Os acontecimentos ocorridos em Setúbal no já tristemente célebre Bairro da Bela Vista ocuparam, durante alguns dias, em lugar de destaque, as páginas da comunicação social e ainda vão servindo para as mais díspares opiniões. Célebre ficou a da actual edil do município setubalense, Dores Meira, que disse  a um canal televisivo que “os jovens reagiram emotivamente à morte de um amigo”. O reagir emotivo dos jovens foi  atacar à pedrada, com cockteils molotov , com petardos e a tiro, as forças de segurança de um país democrático… Enfim, opiniões!...

Este bairro começou a ser (mal) falado em 1999, quando um grupo de miúdos praticou uns assaltos na CREL. Depois, em 2002, aquando de um desentendimento no próprio bairro entre um  jovem e um polícia, um outro jovem, que por acaso até colaborava com uma associação,  tentou apaziguar a confusão e foi morto por uma bala de borracha.  Presentemente, dizer que se é da Bela Vista é no mínimo levar com olhares de desconfiança, esquecendo que nem tudo lá é mau, nem todos os moradores são do pioriu.

Nestas ocasiões os políticos, à direita e à esquerda, aproveitam-se para contabilizarem mais uns votos, dizendo meia dúzia de bacoradas e de lugares comuns para uma câmara de filmar, sem contudo avançarem soluções. É a pura e censurável exploração da crise e dos problemas das pessoas.

É por tudo isto que fiquei admirado com a ousadia e sensibilidade demonstrada pela candidata socialista à Câmara de Setúbal, arquitecta Teresa de Almeida, que por acaso até já morou no Bairro mais mal afamado da cidade,  quando tornou público um importante programa de intervenção que contem as linhas mestras do que pretende fazer quando for presidente da Câmara de Setúbal.

Um dos projectos diz respeito aos bairros. É um projecto de esperança e virado para o futuro., com quatro vectores essenciais, a saber: Reorganizar, Recuperar, Reequipar e Reintegrar. Sucintamente deixamos alguns exemplos: Reorganizar as políticas municipais de forma a articular as prestações de serviços sociais existentes; Recuperar edifícios das áreas urbanas mais sensíveis e tornando estas áreas como áreas prioritárias a Reequipar com escolas, centros de saúde, centros culturais e outros equipamentos. Reintegrar a cidade no seu todo, assumindo os problemas de segurança como assuntos dos setubalenses e defender os valores da segurança e tranquilidade para toda a cidade.

É um projecto ambicioso mas um projecto que já captou o apoio de centenas de cidadãos esclarecidos e preocupados com a sua terra. É também um desafio que deve envolver todos os cidadãos responsáveis, porque “os valores da segurança e tranquilidade são também fulcrais para a nossa vida em comunidade”. E os setubalenses estão esfomeados de alguém que tenha paixão por Setúbal e que ponha um ponto final ao manifesto desinteresse e à incontestada incapacidade que o actual executivo camarário tem em gerir a sua cidade.

FERNANDO MANUEL PEREIRA

17/05/2009 GMT 0

CRÓNICA ARESTAS DE VENTO

fmp @ 12:35

E também circula o boato de que um certo partido político tem uma gravação vídeo feita durante um jantar, onde aparece um vereador CDU a dizer cobras e lagartos da presidente Dores Meira(...)


PEDRO NAMORA A PRESIDENTE


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Começa a ser escaldante o ambiente político na capital do distrito de Setúbal. São já conhecidos os candidatos de cinco partidos políticos ao cadeirão municipal, mas o que legendou a semana política prestes a terminar, foi o anúncio feito por um conhecido comunista que tem dado a cara em defesa dos meninos abusados na Casa Pia e que, de forma geral, tem estado sempre presente no combate nas grandes causas da cidadania.

PEDRO NAMORA fez ruir o Carmo e a Trindade quando declarou ir candidatar-se à Câmara de Setúbal com o apoio do Partido Popular Monárquico, (o mesmo que apoia candidatos fascistas italianos) e que em Portugal não passa de um pequeníssimo partido com pouca expressão política e eleitoral. Cabe dentro de uma caixa de fósforos…

Percebe-se que Namora pretende aproveitar-se do PPM para continuar a proferir gordas acusações à transitória presidente Dores Meira, na tentativa de lhe escangalhar a campanha eleitoral e, objectivo final, contribuir para a sua derrota. 

Pedro Namora foi director dos Recursos Humanos na Câmara de Setúbal e é indiscutível que os funcionários têm por ele grande consideração, realçando-lhe os dotes de chefia, a competência e a facilidade que tem em fazer amigos. Dores Meira, quando se agudizaram as diferenças entre ambos, particularmente quando Namora optou por ficar ao lado dos trabalhadores num processo de contestação à presidente, foi por esta imediatamente afastado das funções e nem um abaixo-assinado a seu favor dos funcionários do departamento  que chefiava, lhe valeu.

A decisão de concorrer contra a candidata escolhida pelo seu ex-partido, não passa de uma vingança servida fria e muito bem pensada. Namora é inteligente e sabia perfeitamente que seria logo acusado de traidor, revisionista, filho da mãe e outros mimos com que a rapaziada do PC costuma premiar quem se afaste do “bom caminho”. Há dezenas e dezenas de exemplos: Fernando Tordo, Vital Moreira, Xico da CUF, Carlos de Sousa, são apenas alguns.

Conheço muitos comunistas filiados no PC de Setúbal que não vão votar Dores Meira nas autárquicas deste Outono. Preferem acreditar na experiência e competência da candidata socialista Teresa de Almeida, na sua maioria, e Bloco de Esquerda. Se houver mais de 50 votos (e isto no caso de Pedro Namora não desistir à boca das urnas…) no PPM, esta votação pode ser considerada uma grande vitória do partido cujo presidente garante festivaleiramente  ser  “um partido popular, comunialista e ambientalista”.

Os grunhos que aparecem nestas alturas, já andam a dizer que se a CDU perder a maioria ou mesmo a Câmara, Pedro Namora é o grande responsável. Pelo menos uma desculpa já por aí circula em jeito de intimidação… E também circula o boato de que um certo partido político tem uma gravação vídeo feita durante um jantar, onde aparece um vereador CDU a dizer cobras e lagartos da presidente Dores Meira…

Como podem ver, é neste escaldante ambiente político que Pedro Namora anunciou a sua candidatura contra a candidata escolhida pelo PC. Lá que foi preciso muita coragem, lá isso foi. Assim como ninguém acredita que Namora, pelo facto de ter apanhado boleia do PPM, tenha, de um dia para o outro, deixado de ser comunista

FERNANDO MANUEL PEREIRA

01/05/2009 GMT 0

CRÓNICA (2 Maio)

fmp @ 21:52

Aproveito para agradecer ao velho amigo Ricardo Cardoso, à grande senhora Céu Campos (verdadeiras almas deste acontecimento), à Câmara de Palmela, na pessoa do meu amigo Adilo Costa (...)


QUANDO O 13 É NÚMERO DE SORTE


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Fernando Manuel Pereira e alguns trabalhos plásticos da sua autoria a expor, dia 3 de Maio, no 13º Festival da Canção Infanto - Juvenil de Palmela

Como tem sido amplamente noticiado por diversos meios de comunicação social, o Programa Arestas de Vento e o Grupo de Teatro Espelho Mágico, vão realizar já no próximo dia 3, o 13º Festival de Palmela da Canção Infanto-Juvenil, evento que de ano para ano (e neste parece ter rebentado a escala) vem ganhando mais e mais concorrentes, mais colaboradores voluntários e mais espectadores, abrindo assim, segundo me parece, um novo ciclo na área artística e cultural do Concelho, do Distrito e, muito provavelmente, a nível nacional.

Este evento, em boa hora apoiado pelo município local e por duas juntas de freguesia do concelho de Palmela, conta também com o apoio do Governo Civil de Setúbal (onde se encontra uma Governadora Civil que sempre tem apoiado a Cultura), pelo Inatel (que melhor deveria olhar para este Festival, com lentes de ver ao perto) e entidades particulares, como é o caso da Cáritas Diocesana de Setúbal .

Nos primeiros contactos que tive com o Grupo Espelho Mágico, uma das componentes deste Festival, fiquei impressionado com a forma simples como ocupava as crianças, dando-lhes outras opções, além da rua, da TV e da Internet. Foi com agrado que fui observando e entendendo o desenvolver do lado artístico dos pequenos actores e testemunhando a forma como recebiam, da parte dos coordenadores, orientações sublimares sobre os malefícios das drogas, do álcool, de comportamentos sociais incorrectos e censuráveis. Lembro-me de uma mãe que um dia me confidenciou que a filha, depois de ter ingressado no Espelho Mágico, até passou a ter notas melhores na escola… Este exemplo, por si só, leva-nos a reflectir sobre questões morais e sociais e é mais uma razão para que este grupo cénico tenha os apoios que merece, por mérito próprio e não pela cor das opções políticas dos seus responsáveis, independentemente de quem esteja no poder.

Mas não pensem que este grupo só se preocupa com a juventude. Alguns adultos encontram aqui um ombro amigo para chorar desditas e desabafarem o que lhes vai na alma. É o outro ângulo da pedagogia educativa do grupo de teatro que consegue rectificar, e tantas vezes moldar, um ou outro comportamento menos sociável, já que todos têm que ser exemplos para todos e não pode haver uma pequenina erva daninha a destoar no trigal.

Pela parte que me toca, é com imenso agrado que mais uma vez participo neste Festival, quer com uma composição em parceria com o meu amigo maestro Augusto Rodrigues, quer com uma mostra de pintura em tela, que irá ser inaugurada no intervalo do Festival. Aproveito para agradecer ao velho amigo Ricardo Cardoso, à grande senhora Céu Campos ( verdadeiras almas deste acontecimento), à Câmara de Palmela, na pessoa do meu amigo Adilo Costa, e aos amigos presidentes das Juntas de Freguesia de Palmela e Marateca, Fernando Baião e Faustino Santos, pelos apoios e incentivos concedidos e pela forma desempoeirada como entendem e apoiam na prática a Cultura Popular, no caso vertente, o Festival da Canção e todas as actividades que o enfeitam. Para todos, o meu sentido OBRIGADO!

FERNANDO MANUEL PEREIRA

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