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PALAVRAS no VENTO
Assim como a maquilhagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso.

Arquivo: Novembro 2008

18/11/2008 GMT 0

CRÓNICAS MARGINAIS (4)

fmp @ 13:15

Comentário deixado no blog de PEDRO NAMORA, http://combate.blogspot.com/, a propósito do programa radiofónico ARESTAS DE VENTO

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Ricardo Cardoso, Pedro Namora e Fernando Manuel Pereira

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"...e o engraçado é que Ricardo Cardoso, nosso mútuo Amigo, sempre soube sacudir as "pressões", oriundas de TODOS os quadrantes políticos (PS, PC, Bloco...), algumas vindas matreiramente, outras calçadinas de veludo, outras ainda ao pé-coXinho (a ordem é esta!). Por muito paradoxal que seja, e depois de milhentas conversas tecidas em ambientes culturais (e outros), muitas por entre copos e petiscos (culturais!) e propícias a uns certos desabafos de alma, nunca dele ouvi que fosse "comunista", "socialista", com ou sem cartão. O que sempre me apercebi, e continua a ser minha convicção, é que era (é) "homem de esquerda", preocupado com o bem-estar social, com a Liberdade, com a promoção da BOA cultura popular, lutador por um ideal colectivo, adepto da partilha do pão e do amor, paz, "não à guerra!", resistente por educação e herança, solidário e empenhado nas suas (nossas) querelas, que sempre soube equilibrar direitos e deveres. E, principalmente, um Amigo.
A história que levou ao afastamento do Arestas de Vento, primeiro da antena da defunta (e ingrata) rádio PAL (Palmela) e posteriormente do harmonioso e abençoado leito ASSIM, SIM, tem muitas estórias (não originais - neste mundo socratiano, nada se cria, tudo se repete...). Um dia saberemos tudo, de fio a pavio. E alguns vão ficar muito mal na fotografia, olaré!
Por enquanto,a certeza que não conseguiram calar o programa nem pôlo a piar fininho.
Mais dia menos dia aí vem ele, igual a si mesmo, igual àquilo que sempre foi: um programa suficientemente aberto e livre para elaborar a sua própria opinião... e dar voz à livre opinião dos cidadãos.
Um abraço, Amigo Pedro."

Fernando Manuel Pereira

11/11/2008 GMT 0

CRÓNICAS MARGINAIS (3)

fmp @ 08:31

OS PEDERASTAS DA COLTURA

Tornou-se uma afirmação parvamente clássica, anedótica, dizer que os comunistas comem criancinhas ao pequeno-almoço. É um dos ângulos da paranóia anti comunista que ainda causa acentuada comichão na cabeça da gentalha estúpida e incolor. Uma outra que tem feito escola é acusar alguém de ser comunista, escondendo debaixo da asa que só se pretende que a "acusação" maquilhada de injúria, possa, relativamente a certas pessoas, prejudicar, desbravando caminho para a instalação de projectos próprios, ou continuação de algumas "alcavalas" que nada têm a ver com a competência própria, somente com a manutenção de situações ou lugares amamentados a toque de subserviência, hipocrisia e desfaçatez.

Quem utiliza este tipo de argumentos, mais não pretende do que subir apressada e malfeitoramente as escadas, nem que seja passando por cima dos outros. São topados à distância. Alminhas em franco delírio psicótico, engessados em inveja e maldade, sem ética, de sanidade esburacada, garantem o estilo maquiavélico avançando boatos e acusações sanguessugas, claramente maldosas e imbecis. Ainda haverá quem nestes trastes acredite?

Mal vai uma sociedade quando permite que pessoas se sobreponham a outras, com base em princípios que interferem com a liberdade e a consciência de cada um. É incrível o que aprendemos sobre as pessoas, observando unicamente o seu comportamento!... É incrível as tentativas que os incultos e pederastas da coltura têm vindo a fazer, socorrendo-se de insinuações, agitando o fantasma do comunismo, em frustradas tentativas de beliscarem o bom nome de quem invejam. Algo me diz, Amigo Ricardo, que este tipo de indivíduos, autênticos cucos, não terão êxito nas suas cagadelas mentais e acabarão por ser desmascarados e carimbados com destino à cloaca, seu verdadeiro local vegetativo. Uma vez lá, sempre lhes resta a possibilidade de dizerem mal de si mesmos…

Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense

Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

04/11/2008 GMT 0

CRÓNICAS MARGINAIS (2)

fmp @ 11:31


Por isso te digo, Amigo Ricardo: três mesitos em ambiente taurino, capa vermelha na mão, sempre me serviram para alguma coisa (...)


NÃO SÃO SÓ OS TOIROS QUE MARRAM!



Era eu um garoto assim a atirar para o traquinas de pé descalço, quando com dois outros gaiatos como eu, (mais tarde, um, o Vítor Caniços, viola eléctrica de um conjunto setubalense de alguma nomeada, o outro, o conhecido treinador de futebol Quinito), andámos pelo redondel da praça de toiros cá do sítio, recomendados por um tio aficionado, forcado amador, do Caniços, a aprender a TOUREAR.

Foi breve a aventura, acabou com os burrinhos na água, coisa de meses, talvez uns três, quatro, duas vezes por semana. Ninguém ficou zangado, partimos para outros horizontes, outras lides, outras arenas, tínhamos todo o tempo deste mundo, só deste mundo, ao dispor. (E se calhar ainda temos…)

Ressalvo que desse tempo me ficou uma certa nostalgia e um genuíno agradecimento por alguns conhecimentos que se salvaram e que, por vezes, bem espremidos, me vão servindo para lidar com alguns esqueletos curvilíneos que teimam em aparecerem-me  pela frente. Nada a que um tércio de bandarilhas não aplaque a aleivosia.

Tontinhos carentes, críticos miserabilistas, fossilizaram-se no seu percurso de vida, encostados à parede, de cu orgulhosamente ao léu, à espera da baba ranhosa que lhes alimenta as entranhas cadavéricas e malcheirosas. Só enganam uma vez. Descobertos, são colados e bem colados na prateleira da indiferença e do esquecimento. Desprezados, porque desprezíveis. Merecem outra coisa?

Mas eles insistem, gostam de servir de gozo público, jetset dos espíritos rançosos, para nossa delícia. Chegaram a um patamar elevado de existência que lhes cega o discernimento. O entendimento. Casos clínicos urgentes. Na sua necessidade de marrar, até marram no espelho, sempre que nele se reflectem. Aqui o caso já não é assim tão grave, porque se esfrangalham a eles próprios, salutar forma dos imbecis falarem com o outro eu. De falarem ou de escreverem…

Por isso te digo, Amigo Ricardo: três mesitos em ambiente taurino, capa vermelha na mão, sempre me serviram para alguma coisa. Consigo toureá-los com ganas, abro com tandas de derechazos e remato sempre com molinete. É morte certa!

Um abraço, fazendo votos para que, proximamente, nos faças uma agradável surpresa. Ah, e vai toureando a preceito a sacanagem que procura alimentar-se dos teus projectos e do teu saber. E crava fundo, que é para aprenderem!



Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/

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